SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Vocabulário do vinho (A a C)

 

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Entenda o significado das palavras mais utilizadas no “Mundo dos Vinhos”. 

ABERTO – de cor clara.

ADAMADO OU BOCADO – vinho levemente doce, amável.

ABRIR – diz-se que o vinho “está abrindo” (ou “abriu”) quando está havendo (ou houve) crescimento de suas características (em especial do aroma), com um certo tempo depois da abertura da garrafa.

ACASTANHADO – nuance de cor dos vinhos tintos, lembrando a cor da castanha ou do tijolo. Geralmente associada a vinhos envelhecidos.

ACERBO – ácido, verde.

ACETIFICADO – vinho com forte presença de ácido acético (“avinagrado”).

ACIDEZ – diz-se do conjunto de ácidos que o vinho contém. São os responsáveis pelo bom equilíbrio da bebida.

ACIDEZ VOLÁTIL – acidez desagradável provocada pelos maus ácidos do vinho (acético, propiônico e butírico).

ACÍDULO – com acidez excessiva.

ACRE – indica a sensação desagradável de excessiva acidez e tanicidade, provocando irritação das mucosas.

ADAMADO – vinho para damas, suave e doce.

ADOCICADO – doce e com baixa acidez, desequilibrado.

ADSTRIGENTE – com muito tanino, que produz a sensação de aspereza (semelhante à sentida ao comer-se uma banana verde); o mesmo que ânico ou duro.

ADULTERADO – usa-se para indicar um vinho acrescido de substâncias estranhas à sua composição e/ou não admitidas por lei.

AFINADO – vinho que evoluiu corretamente, adquirindo perfeito equilíbrio entre aroma e sabor.

AGRADÁVEL – expressão usada quando o conjunto aroma-sabor está organolepticamente equilibrado.

AGRESSIVO – vinho com excesso de acidez e adstringência, ainda jovem ou em processo de evolução.

AGRIDOCE – grave doença do vinho, provocada por bactérias láticas que transformam os açúcares residuais em manite, provocando um sabor ao mesmo tempo acre (devido aos ácidos) e doce (pela manite), que lembra a fruta supermadura.

AGULHA – sensação de picada na língua produzida pelos vinhos espumantes.

ALARANJADO – nuance de cor dos vinhos tintos, lembrando a cor da casca da laranja madura. Característica de vinhos envelhecidos.

ALCOÓLICO – com muito álcool, desequilibrado.

ALTERADO – vinho que sofreu qualquer mutação de caráter físico-químico ou enzimático.

AMADURECIMENTO – processo de evolução dos vinhos submetidos a um estágio em grande recipiente.

AMARGO – com amargor, indica defeito.

AMÁVEL – suave ou ligeiramente doce.

ÂMBAR – tonalidade de amarelo, cor típica de alguns vinhos licorosos. Nos vinhos comuns denota oxidação ou madeirização.

AMBIENTAR – tornar o vinho compatível com a temperatura do ambiente onde será servido. O mesmo que “chambrer”.

AMPLO – vinho com “bouquet” rico e com muitas nuances, oferecendo agradáveis sensações olfato-gustativas.

ANÁLISE SENSORIAL – exame das propriedades organolépticas do vinho através dos órgãos dos sentidos.

APAGADO – de aroma inexpressivo.

AQUOSO – fraco, que teve adição de água.

ARDENTE – vinho que provoca uma sensação tátil de causticidade (“queimação”), devido a seu alto teor alcoólico.

AROMA – odor emanado pelo vinho. O primário é proveniente da uva. O secundário é resultante da vinificação. O terceário origina-se do envelhecimento e é denominado buquê.

AROMA DE BOCA – impressão que se tem depois da degustação de um vinho.

AROMÁTICO – vinho cujo aroma provém diretamente de castas aromáticas (p. ex.: Sauvignon, Malvasia, Traminer).

ARQUETES OU LÁGRIMAS – efeito provocado nas paredes do copo após agitação. É um fenômeno de tensão superficial. Provocado pela evaporação do álcool; quanto mais amplos menor a presença do álcool.

ÁSPERO – com excessivas adstringência e acidez.

ASSEMBLAGE – mistura de vinhos diferentes; o mesmo que corte.

ATIJOLADO – indica o vinho tinto cuja cor tende ao ocre, lembrando o vermelho-tijolo e apresentando uma tonalidade pouco vivaz. É uma característica dos vinhos envelhecidos.

ATÍPICO – vinho que não apresenta qualquer elemento ou caráter de tipicidade.

AUSTERO – diz-se de um grande vinho, bem estruturado e envelhecido, que manteve uma ligeira tanicidade.

AVELUDADO – vinho extremamente macio, lembrando a textura do veludo.

AVINAGRADO – que apresenta excesso de ácido acético; vinho próximo de se tornar vinagre.

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BALANCEADO – que apresenta harmonia entre os aspectos gustativos fundamentais, em especial a acidez, a doçura adstringência e o teor alcoólico o mesmo que o equilibrado e harmônico.

BLANC DE BLANCS – vinho branco elaborado exclusivamente com uvas brancas.

BOUQUET – conjunto de sensações olfativas adquiridas pelo vinho no ambiente reduzido da garrafa, englobando também os aromas primários e secundários. Característica dos vinhos envelhecidos.

BRANCO-PAPEL – vinho quase incolor. Característica de alguns brancos jovens.

BRILHANTE – vinho com perfeita transparência e luminosidade. Característica dos brancos jovens.

BRUT – termo que designa o tipo de espumante  com  teor de açúcares residuais entre 06 e 15 gramas por litro.

BUQUÊ – (do francês bouquet) – aroma complexo, também denominado aroma terceário, resultante do envelhecimento.

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CALDO – o vinho já pronto ou o mosto (veja verbete) que será fermentado.

CARÁTER – conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho permitindo distinguí-lo de outros.

CARNOSO – Encorpado.

CEREJA – cor um pouco viva dos rosados, lembrando a cereja.

CHAMBRER – adaptar o vinho à temperatura-ambiente.

CHAMPAGNE – espumante natural produzido na região de Champagne.

CHAMPENOISE – método de espumatização que consiste em refermentar o vinho na própria garrafa. Tradicionalmente usado na região de Champagne.

CHAPTALIZAÇÃO – prática que consiste na adição ao mosto de açúcares não provenientes da uva, quando esta se apresenta pobre em açúcares naturais. Permitida apenas em alguns países, onde é prevista em lei.

CHARMAT – método de espumatização criado por Eugene Charmat, em que o vinho sofre a segunda fermentação em grande recipiente.

CHATO – vinho com carência de acidez fixa.

CHEIO – o mesmo que encorpado.

CLARETE – cor mais carregada que a cereja; tonalidade dos rosados que mais se aproxima dos vinhos tintos.

COMPLEXO – com aromas múltiplos, com buquê.

CORPO – sensação tátil do vinho à bôca, que lhe dá pêso (sensação de “boca cheia”) e resulta do seu alto teor de extrato seco

CORPO OU EXTRATO – é constituído de todos os elementos que permanecem após a evaporação da água, do álcool e das substâncias voláteis. Na prática, é formados por taninos, ácidos, sais minerais e substâncias pécticas.

CORTE – mistura de vinhos diferentes.

COZIDO – sabor que adquirem certos vinhos submetidos a um processo de pasteurização mal conduzido.

CURTO – que não deixa sabor persistente na boca; de retrogosto curto.

Fonte: Infovinho

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