SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Vinhos do Bekaa Wine Club no sábado na Bekaa

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Mais um encontro do tradicional sábado na Bekaa, com uma degustação que foi comandada pelo Leonardo e pela Juliana. Nas degustações os vinhos são oferecidos a preços especiais para os participantes. Dessa vez foram degustados vinhos que fizeram parte das seleções do Bekaa Wine Club.

A vinícola Arunda foi fundada em 1979, a 1.200 metros acima do nível do mar, está localizada no município Mölten (Meltina, pequeno povoado Alpino) cerca de 20 km de Bolzano, na região italiana de vinhos Trentino Alto Adige. É a mais alta da Europa.  A vinícola familiar é dirigido por Josef Reiterer (microbiologista, viticultor que mantém contato técnico com os viticultores), sua esposa Marianne (atendimento ao cliente) e Michael Reiterer (vendas, marketing). Há apenas espumantes produzidos pelo método tradicional, amadurecidos  ao menos 24 meses e o Reserva permanece até cinco anos sobre as borras. Não há vinhedos próprios, mas as variedades utilizadas são Chardonnay, Pinot Blanc e Pinot Noir que vem de viticultores de diferentes regiões do sul do Tirol como Buchholz perto de Salurn, Eppan-Berg, Girlan e Terlano. O cultivo é controlado pela família Reiterer.

Arunda Espumante Brut – elaborado com Chardonnay (50%),  Pinot Blanc (30%) e Pinot Noir (20%)  com amadurecimento de  26 meses ”sobre as leveduras” na garrafa. Perlage fino e persistente.Teor alcoólico de 12,69%. A coloração é de um amarelo palha brilhante. Os aromas mostram frutas cítricas, toques florais e pão fresco.  Na boca apresenta cremosidade suave, toque adocicado, acidez equilibrada, elegante. Final longo sedoso e macio com os cítricos se mostrando. Avaliação: 91/100 pontos. Preço: R$ 127,00, aos participantes da degustação.

No ano de 1853, a família espanhola Lozano começou a produzir seus vinhos em Albacete, na região de La Mancha. Em 1920 a família funda a Bodegas Lozano e consolida sua operação de produção. Em 1985, compram a bodega atual e em 2005, expandem seus negócios com a aquisição de uma empresa produtora de suco de uva. Atualmente em sua quarta geração, a família se dedica a produzir vinhos de qualidade que representam La Mancha em sua forma mais original e característica.

Bodegas Lozano Rey de Copas Tempranillo 2019 – elaborado com 100% Tempranillo, com amadurecimento de 3 meses em tanques de aço inox. Teor Alcoólico de 12%. A coloração é de um purpura médio, com bom brilho. Os aromas mostram morango, framboesa e mírtilo, com toques florais e um leve herbáceo. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos suaves, bem integrados, acidez pontual e toques herbáceos. Médio final frutado. Avaliação: 88/100 Pontos. Preço: R$31,00, aos participantes da degustação.

Há trinta anos , Lionello Marchesi, um industrial de sucesso, decidiu dedicar-se à sua grande paixão: a viticultura.E assim começou uma história fascinante e complexa que culminou na aquisição e valorização de três propriedades muito importantes na Toscana. A compra e restauração de um mosteiro histórico (datado de 1000) em Castelnuovo Berardenga , no coração da área de Siena Chianti Classico, viu a criação de um prestigioso complexo agrícola e residencial, o atual Castello di Monastero . Montalcino, a terra natal de um dos vinhos mais famosos do mundo, viu a aquisição e renovação da propriedade Coldisole juntar-se. Por último, a fundação de Poggio alle Sughere na área de Maremma Toscana . Os vinhedos consistem em 5 Ha de Morellino di Scansano, cultivado principalmente com Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Alicante. Outros 10 ha são compostos por Sangiovese, Merlot, Syrah e Grenache de alta alta, dedicados à produção do IGT-Supertoscano. As vinhas estão junto ao mar e são plantadas com uma densidade de buscas de 4.500-6.000 vinhas por hectare, com uma altitude de 250 metros. acima do nível do mar.

Lionello Marchesi Insieme 2015 – elaborado com Sangiovese 45%, Shiraz 20%,  Cabernet Sauvignon 15%,  Merlot 15% e  Alicante 5%, cultivadas no coração de Maremma, na Toscana. O envelhecimento é feito em barricas de diferentes madeiras de primeira escolha com tostagem média e longa. Álcool: 14%. A coloração é de um rubi intenso, com tons azulados e roxos. Os aromas mostram frutos negros, cereja, especiarias, baunilha, chocolate amargo, tabaco, couro e caramelo. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos aveludados, acidez pontual, repetindo as sensações do olfato. Longo final frutado com tabaco se mostrando. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$114,00, aos participantes da degustação.

Este é o projeto pessoal de Gerardo Michelini, sua esposa Andrea Mufatto e Manuel, filho do casal. Durante anos, esta família e os irmãos de Gerardo, colocaram o sobrenome Michelini entre os vinicultores mais prestigiados do mundo. Uma busca constante por criar vinhos autênticos e a obsessão por aperfeiçoar suas técnicas, expressam a delicadeza e paixão pelo trabalho nas vinhas. Estão no coração do Valle de Uco ao sul de Mendoza, em Galtallary.  O  principal conceito e objetivo da “Michelini I Mufatto” é demonstrar pureza, mineralidade e finesse, a palavra que melhor os define é elegância. O espaço onde os vinhos são criados é chamado de “Atellier de Vinos” fazendo referência a criação de verdadeiras obras de arte. Todos os processos são com mínima interversão permitindo que a fruta brilhe por si só. São usados ovos de concreto, ânforas, barricas, grandes tonéis e em alguns casos a maceração carbônica acontece. Todas as fermentações acontecem ou em cubas de carvalho francês antigo restaurado ou em ânforas de 2000 litros. Os vinhos amadurecem em fudres e em grandes tonéis em uma sala esquipada para manter a umidade e temperatura o ano todo.

Balsa de Piedra 2019 –  elaborado com Malbec, Cabernet Franc, Cabernet  Sauvigon, Merlot e Semillón, produção orgânica, sendo as uvas co-fermentadas com leveduras autóctones, em tanques de cimento, 30% com cachos inteiros, com amadurecimento de 8 meses em barricas de 225 e 500 litros de carvalho francês de varios usos. Teor Alcoólico de 12,5%. A coloração é de um rubi intenso com reflexos violáceos. Os aromas mostram amora, cereja, tomilho e um toque floral. Na boca apresenta um bom corpo, taninos suaves, acidez equilibrada, repetindo as sensações do olfato com uma madeira bem equilibrada. Bom  final frutado com o toque floral se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$127,00, aos participantes da degustação.

A Ermelinda Freitas que dá nome à casa nasceu e se criou em Fernando Pó, vilarejo da região de Palmela, na Península de Setúbal. Lá funcionava a vinícola fundada em 1920 por Deonilde Freitas. Era uma empresa bastante modesta. Em 1991, com a morte do marido Manuel João de Freitas, Ermelinda e a filha única, Leonor, à época assistente social, enfrentaram o dilema de vender a propriedade ou continuar. Decidiram seguir em frente e conseguiram muito mais. Manuel vendia vinhos a granel a terceiros. Ermelinda e Leonor estruturaram a empresa e em 1998 passaram a engarrafar parte da produção com marca própria, com assistência do respeitado enólogo Jaime Quendera. Era uma aventura. Compraram 20 barricas de carvalho e, sem adega para colocá-las, adaptaram para isso um quarto da casa de Ermelinda, em cuja sala também funcionava o escritório da vinícola. No início dos anos 2000 iniciaram a construção de uma adega de verdade, com sistema de controle da temperatura dos tanques, lagares de aço e sala de barricas. Mãe e filha herdaram 60 hectares de vinhedos, com apenas duas castas, a tinta Castelão e a branca Fernão Pires. Com o sucesso dos vinhos, passaram a comprar mais terras. Atualmente a família possui 440 hectares plantados com as principais castas portuguesas. A Castelão (antiga Periquita), ocupa 60% da vinha. Há ainda as tintas Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Franca, Merlot e Petit Verdot; e as uvas brancas Fernão Pires, Chardonnay, Arinto, Verdelho, Sauvignon Blanc e Moscatel de Setúbal. Ermelinda Freitas morreu em 2012, aos 81 anos. A dinâmica filha Leonor, e agora também a neta Joana, mantêm a liderança feminina que marca a empresa. A vinícola tem capacidade para produzir até 8 milhões de garrafas por ano, com as marcas Terras do Pó, Dona Ermelinda, Quinta da Mimosa, Casa Ermelinda Freitas, Moscatéis de Setubal e o top Leo D’Honor. A Casa Ermelinda Freitas é uma vinícola respeitada em Portugal e no exterior.

Casa Ermelinda de Freitas Touriga Franca Reserva 2013 – elaborado com 100% Touriga Franca, com amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho americano e francês. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi profundo e brilhante. Os aromas mostram ameixa, frutas em compota, frutas secas e notas florais. Na boca apresenta bom copo, taninos maduros, macios, acidez equilibrada, repetindo as sensações do olfato. Longo final frutado com a compota se mostrando. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$110,00, aos participantes da degustação.

 

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