SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Sobre Harmonização

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Vinhos tintos, brancos, rosés, champagnes, cervejas… As soluções refrescantes para as refeições são muitas. E há ainda mais quando se nota que elas mudam de acordo com o prato que acompanham — aperitivo, almoço com carne, jantar com peixe ou sobremesa à base de chocolate. Veja 10 dicas para não perder mais nenhuma possibilidade de harmonizar bem uma receita e uma bebida.

1 – Vinho branco ou champagne com ostras: a harmonização fundamental

Sem dúvida é uma das harmonizações mais naturais e fáceis para um iniciante. O vinho branco, assim como o espumante, casa bem com as ostras. O Chablis é uma evidência e o Muscadet também. Os vinhos brancos da Borgonha dão resultados deliciosos.

2 – Um vinho natural doce com chocolate

Matéria nobre, que derrete todos os gulosos, o chocolate casa bem com vinhos doces naturais, como o Banulys. Mesmo sendo considerado um ingrediente carismático, o cacau tem dificuldades de se associar ao champagne.

3 – Harmonize um queijo e um vinho branco

Não é fácil! As harmonizações de queijo e vinho são difíceis, principalmente para quem gosta de vinho tinto. É um clichê totalmente obsoleto porque, de maneira geral, são os vinhos brancos que casam melhor com os queijos. A exceção é o Saint-Nectaire.
Também vale testar: o champagne, simpático aos queijos de cabra, ou cerveja com queijo maroilles. Uma regra pode ajudar os iniciantes a encontrar (quase) sempre a boa combinação: juntar um vinho e um queijo de uma mesma região.

4 – Siga seu instinto e seus gostos

Harmonizar um vinho e uma receita é algo que muitos experts fazem todos os dias e os novatos querem imitá-los. Mas, vinho é, antes de tudo, uma questão de gosto. O primeiro princípio é seguir suas afinidades com os diferentes vinhos para conseguir a aliança perfeita.

5 – Evolua aos poucos

É preciso mimar o paladar. Logo, é preciso otimizar seus gostos em matéria de vinho e refeições, mas vá evoluindo aos poucos. O vinho branco é uma bela opção para começar antes de atacar um vinho tinto mais robusto. Este é um princípio básico, pois vinhos brancos são carismáticos. Um vinho tinto suave tem uma afirmação mais difícil. Na hora da sobremesa, um vinho doce saberá finalizar bem a refeição, sem assustar as papilas.

6 – Champagne com sobremesas: uma má ideia

Os franceses costumam finalizar uma refeição com uma sobremesa servida com champagne. O erro é, contudo, fatal para os paladares se o prato principal foi servido com vinho tinto. As bolhinhas do champagne são perfeitas para abrir o apetite. Mas, no fim do jantar, é uma catástrofe, salvo algumas exceções. Uma opção: criar uma refeição que harmonize bem com o champagne do início ao fim.

7 – Servir um grande vinho na refeição pode ser de mau gosto

Os belos vinhos que guardamos para uma ocasião especial não precisam de nenhuma receita para expor seu potencial aromático. Servi-lo no jantar, mesmo que com os cortes mais nobres de carne ou o melhor queijo, pode ofuscá-lo.

8 – Vinho branco ou vinho tinto evoluem ao lado de peixes

Isso é fato em degustações: o vinho branco harmoniza muito bem com peixes. Mas pode acontecer de pessoas não gostarem deste tipo de bebida. Nesse caso, o vinho tinto não é de todo proibido, se seu tanino não for forte. Em caso positivo, ele se confronta com as proteínas do peixe, resultando em um gosto ruim. Vinhos tintos mais antigos, no entanto, têm tempo de tornarem-se mais brandos e caírem bem com um peixe.

9 – Não sirva bebidas ricas em açúcar ou de alto teor alcoólico como aperitivo

Os vinhos ricos em açúcar ou em álcool podem sobrecarregar as papilas gustativas antes mesmo de a refeição começar. Eles saturam imediatamente o paladar, ao contrário do vinho branco no champanhe e outros vinhos gasosos.

10 – Atenção na escolha para acompanhar pratos muito condimentados

Os temperos, quando vêm em grande quantidade no prato, tendem a perfumar muito o paladar, tornando difícil a degustação de um vinho. Ao seu lado de um prato muito temperado, apenas um vinho muito acentuado pode ter expressão na refeição. Um curry, por exemplo, harmoniza muito bem com um Gewürztraminer.

Fonte: AFP

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