SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos italianos degustados no Clube dos Amigos do Vinho

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A Itália foi o tema da degustação de janeiro, da confraria Clube dos Amigos do Vinho de Rio Preto. Vamos aos vinhos degustados.

Villa Castorani situa-se no município de Alanno, na província de Pescara, entre o Parque Nacional Majella e o mar Adriático . Os primeiros registros  de Castorani remontam ao ano de 1793. A propriedade fazia parte do dote de Lady Adelina Ruggeri De ‘Capobianchi quando se casou com Raffaele Castorani, cuja fama veio de seus anos como professor na Sorbonne em Paris tendo desenvolvido a primeira cirurgia ocular de catarata. Desde então, a propriedade foi conhecida como Villa Castorani. Mais tarde.  a propriedade foi adquirida por Antonio Casulli quando a propriedade  adquiriu mais de 490 hectares de terra cultivada. Após a morte de Casulli, toda a propriedade foi dividida, e assim começou seu declínio. O declínio continuou até 1999, quando a história da propriedade foi trazida  de volta à vida graças à vontade de um grupo de amigos, agora parceiros comerciais na empresa. Cada membro supervisiona pessoalmente todas as fases necessárias para a produção do vinho: do cultivo das uvas, à colheita muito cuidadosa, à vinificação, à promoção e à comercialização dos produtos.As uvas cultivadas aqui são principalmente  a tinta Montepulciano d’Abruzzo e as brancas Trebbiano d’Abruzzo, Malvasia, Cococciola, Pecorino e Passerina. Há também uma área onde novos varietais experimentais são testados. A idade média dos vinhedos é superior a 30 anos. Toda a área é cultivada seguindo estritas diretrizes orgânicas: nem pesticidas químicos nem fertilizantes são usados.

Castorani Amorino 2012 – elaborado com 100% Montepulciano, com amadurecimento de 12 meses em barricas de madeira “sur lies” e envelhecimento em garrafa por mais de 6 meses. A coloração é de um rubi intenso e brilhante, com halos violáceos. Os aromas mostram frutas vermelhas, baunilha, chocolate, toques de pimenta e alcaçuz. Na boca apresenta um bom corpo, taninos suaves, bem integrados, acidez equilibrada e leve adocicado. Bom finasl com o alcaçuz se mostrando. Avaliação:91/100 Pontos. Preço: R$ 386,00, na Bekaa Delicatessen.

O pequeno “laboratório” nascido em Valgatara em 1945, graças ao trabalho de Michele Castellani, o fundador, se transformou, graças aos importantes investimentos em vinhedos e equipamentos de seus sucessores míopes, em uma moderna adega funcional de cerca de 40 hectares de vinhedos, entre propriedade e gerenciamento direto.Sergio Castellani, com sua esposa Maria, continua o negócio de vinhos, dirigindo os negócios da família em todas as fases que caracterizam a produção do vinho, acompanhado por seus filhos Michele, na adega, Martina, para o setor administrativo, e Mara, por o setor comercial e de comércio exterior. Uma família inteiramente comprometida com a elaboração dos vinhos clássicos do veronese. As uvas provêm de 40 hectares de vinhedos postados na nobre zona colinar de Marano. Na cantina a tecnologia é de ponta e interfere apenas o necessário para a concepção de vinhos que aliam a tradição com a modernidade, a potência das uvas passificadas com classe e definição” – Elaboração: “colheita no final de setembro, com seleção dos menores cachos com uvas perfeitamente maduras, mais expostos ao sol, que são colocados em caixas perfuradas para a desidratação (em apenas uma camada). A desidratação, com perda de 45% do peso da uva, ocorre de outubro a janeiro em fruttaio: salas amplas com muitas janelas para ventilação. As uvas atacadas pela Botrytis neste processo são eliminadas. Terminada a passificação, procede-se a prensagem e a fermentação, que se arrasta por 50 dias em contato com os sólidos, em tanques de inox. Descuba e passagem do vinho para o envelhecimento em madeira”.

I Castei é a linha mais tradicional do produtor Michele Castellani Uma alternativa econômica ao Amarone, com boa dose de complexidade.

Michele Castellani  i Castei Vallpolicella Ripasso Costamaran 2016 –elaborado com 70% Corvina Veronese, 20% Rondinella, 5% Molinara E 5% Castas Antigas típicas da Região, com amadurecimento de 18 meses em grandes Botti de carvalho da Eslovânia, com idade média de 5 Anos., sendo 10-15% do vinho em barricas de carvalho novo. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram fruta em compota (cereja ”marasca” e ameixa vermelha), sobre notas especiadas de café e balsâmicas. Na boca apresenta bom volume, acdez equilibrada, taninos aveludados, repetindo as sensações do olfato. Longof inal compotado com café se mostrando. Avaliação  92/100 Pontos. Preço: R$ 200,00, na Bekaa Delicatessen.

O Castello di Corbara é um castelo que fora construído ainda na época do feudalismo (na Idade Média),  o qual  pertenceu a  nobre família de Montemarte, passando  ao longo do período, as  mãos do Conde di Corbara, que fez do Castelo a sua própria residência (Sec XVII), transformando as suas terras fundiárias aos poucos em fazendas agrícolas modernas. No final do século XIX, a Tenuta di Corbara passa a ser propriedade da Banca Romana, que fora a responsável pelas escavações e redescoberta do Porto di Pagliano, um sítio arqueológico construído pelos romanos na época de dominação do Império, uma rota estratégica entre os rios Tevere e o rio Paglia, que pelo rio Tevere, se fazia uma rota direta com Roma e com o Lazio. Já pelo rio Paglia, com toda a área interna do território da Úmbria. A região, que desde os tempos feudais sempre teve a sua economia voltada a produção agrícola, recebera, por fim, no ano de 1998, certificação LAGO DE CORBARA DOC, atestando a sua grande vocação para vitivinicultura de alta qualidade. A atual aparição da empresa agrícola Castello di Corbara é um reflexo fiel de um novo projeto que visa aumentar a produção de vinho, firme e apaixonadamente desejada pela família Patrizi, que em 1997 adquiriu essa propriedade, inspirados pela necessidade constante de recuperação dos valores e respeito por esse belo território, cuja a autenticidade é sempre impressa em todos os rótulos produzidos. A Castello di Corbara é um produtor que trabalha com uma estrutura moderna e  com o  máximo respeito em todos os processos da vinificação, o qual se inicia desde o cultivo e colheita (totalmente manual), , priorizada na seleção rigorosa dos cachos, realizada apenas nas horas mais frescas do dia. Sua adega possui uma sala especial para o envelhecimento dos vinhos de guarda, provenientes de vinhas mais velhas, trabalhando apenas com barricas francesas para o estágio de vinhos de guarda.

Campo Della Fiera Sangiovese 2018 – elaborado com 85% Sangiovese , 10% Merlot e 5% Cabernet Sauvignon., sem passagem por madeira, passando por afinamento na garrafa durante 2 e 3 meses em uma adega controlada termicamente entre 15 e 16ºC. Teor Alcoólico de 13,5%. A coloração é de um rubi médio, com muito brilho. Os aromas mostram frutas vermelhas, toques florais e alcaçuz. Na boca apresenta um corpo médio, taninos suaves, acidez equilibrada, repetindo as sensações do olfato. Bom final com o toque floral se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$ 110,00, na Bekaa Delicatessen.

A Travignoli está localizada na bela região da Toscana a 25 quilômetros a leste de Florença, perto da confluência dos rios Arno e Sieve, ao nordeste da área de produção de Chianti. O território Chianti é dividido em várias áreas geográficas de produção. As diferentes denominações de Chianti dependem da área onde é produzido. Travignoli situa-se em Chianti Rufina, considerada a 2ª melhor região para o estilo, sendo a região do Chianti Classico, a mais emblemática de todas as regiões. O solo é de marga calcária e  a propriedade  é  totalmente exposta ao sul,  a um altitude entre 250 a 400 metros. Isso significa que o sol irradia as vinhas o dia inteiro facilitando assim a maturação das uvas que ficam protegidas da umidade. A proximidade com as montanhas dos Apeninos nas noites quentes de verão assegura a refrigeração e ventilação naturais. A área total da vinícola é de 90 hectares, dos quais 70 são de vinhas onde são principalmente cultivadas as castas Sangiovese além das castas francesas Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay.

Villa Travignoli Tegolaia Chianti Rufina Riserva 2015 – elaborada com 95% Sangiovese e 5% Merlot/Cabernet Sauvignon, com envelhecimento de 24 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 13,5%. A coloração ´de um rubi brilhante e transparente. Os aromas mostram amora, cereja ao licor,  alcaçuz, tabaco, algo mentolado e toque floral. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos suaves e bem integrados ao frutado, acidez pontual e toque mentolado. Bom final com alcaçuz se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos. Preço: R$ 204,00, na Bekaa.

Em 2000, Lorenzo e sua irmã Rosangela Marra criaram esta vinícola, num antigo prédio de viticultura do século XVIII, que foi abandonado 50 anos atrás. Reformaram e renovaram o prédio, instalaram máquinas da mais nova geração. Nos antigos tanques foi instalada a adega de barris, com temperatura e humidade ideal para maturação dos vinhos.

Em seus vinhedos (maioritariamente com vinhas antigas) utilizam apenas métodos orgânicos, adubos orgânicos, evitando pesticidas e herbicidas e outros químicos, respeitando o ciclo natural das plantas com o solo. As vinhas são cultivadas no antigo sistema de Alberello, deixando a vinha crescer como uma pequena árvore, sem suportes, assim reduzindo o rendimento. Com menos frutas por vinha, os aromas estão mais concentrados. Os vinhedos estão protegidos e cercados por sebes e árvores. Na adega, Schola Sarmenti usa leveduras indigenas e aplica sulfitos em pequeno dose somente na hora do engarrafamento. Não são usados químicos que poderiam modificar as caraterísticas naturais dos vinhos.

Schola Sarmenti Cubardi Primitivo 2016 – 100% Primitivo, vinhas de mais de 65 anos, conduzidas no sistema ancestral Alberello — uma espécie de poda em vaso que requer um nível maestral de habilidade técnica do viticultor. Amadurecimento de 6 meses em barricas de carvalho francês, tostado médio. E mais 8 meses de afinamento na garrafa. Teor Alcoólico de 15%. A coloração é de um rubi intenso e profundo, com reflexo púrpura. Os aromas mostram cassis, amora, geleias, tabaco, chocolate, alcaçuz, café, couro e cedro. Na boca apresenta um bom corpo, repetindo a complexidade do olfato, com taninos potentes e bem integrados, acidez em equilíbrio e toque mineral. Longo final com chocolate e baunilha se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos. Preço: R$ 259,00, na Vin d’Ame.

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