SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos do passeio enogastronômico (2)

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Vamos à Parte 2 dos vinhos degustados no Passeio Enogastronômico Adega Alentejana 2016, realizados no dia de ontem, em São José do Rio Preto. Veremos vinhos das adegas Borba, Cortes de Cima, Fundação Eugênio de Almeida, Monte do Pintor, Tiago Cabaço e Susana Esteban.

 

Borba é a mais antiga Adega Cooperativa do Alentejo, tendo sido criada em 1955. Foi fundada por 12 viticultores da região, inconformados com os baixos preços que os negociantes ofereciam pelos seus vinhos e com as misturas a que os sujeitavam, depreciando-lhes a qualidade e a imagem da região. Foi o primeiro produtor de vinho a colocar no mercado um VQPRD com uma designação alentejana. Em maio de 1990, o vinho branco “Borba” da colheita 1989 surpreendeu o mercado, recebeu muitos elogios e ganhou o prêmio de Melhor Vinho Branco na Produção de 1989 no concurso promovido pelo Instituto da Vinha e do Vinho. A qualidade dos vinhos desta Adega Cooperativa fez com que ela tivesse um crescimento muito rápido. Hoje dispõe da mais moderna tecnologia de vinificação. O laboratório está montado de forma a promover um rigoroso controle de qualidade. Nos últimos anos, a diretoria da Adega de Borba realizou um trabalho brilhante. Fez inúmeras obras, comprou equipamentos novos, mudou a imagem dos rótulos e lançou com grande sucesso uma nova linha de vinhos com qualidade superior, Varietais e Bivarietais, Garrafeira e Cinquentenário. Nas suas caves de estágio, hoje podemos admirar mais de 1.000 barricas de carvalho francês e americano.

Borba Reserva Rótulo de Cortiça Branco 2013 – elaborado com Arinto, Verdelho e Alvarinho, sendo que 30% do vinho foi fermentado em barrica de carvalho francês e americano. Teor Alcoólico: 13%. A coloração é de um citrino claro com muito brilho. Os aromas mostram frutas cítricas, frutas tropicais e baunilha. Na boca apresenta um corpo aveludado, frutos citricos e ligeiro mel, com acidez marcante que lhe confere frescor. Agradável final, com o frutado e o toque de mil pontuando. Avaliação: 88/100 Pontos

Adega de Borba Premium 2012 – elaborado com Touriga Nacional, Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, com estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês, americano e castanho, e estágio final em cave de 12 meses em garrafa. Teor Alcoólico: 14%. A coloração é de um  granada  intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas (framboesa, cereja, amora), compotas de frutas, chocolate  e pimentão maduro. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes, densa textura, acidez equilibrada, frutado intenso, café e chocolate. Longo final com o toque de café em meio ao frutado. Avaliação:  90/100 Pontos

Borba Reserva Rótulo de Cortiça Tinto 2011 – elaborado com Castelão, Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet, com estágio de 12 meses em carvalho francês. Teor Alcoólico: 14%. A coloração é de um  granada  intenso,  com nuances acastanhadas. Os aromas mostram frutas vermelhas, compota de frutas, toque floral  e especiarias finas. Na boca apresenta bom corpo, com taninos suaves e aveludados, acidez equilibrada, muita fruta e leve adstringência. Longo final com muita fruta. Avaliação: 89/100 Pontos

 

Cortes de Cima é uma propriedade familiar localizada a oito quilômetros da Vidigueira. Hans Kristian Jorgensen nasceu na Dinamarca, morou na Malásia, sua esposa Carrie é californiana e residem nesta propriedade agrícola desde 1988. A área demarcada da Vidigueira é tradicionalmente produtora de castas brancas. Antes de iniciar a plantação das vinhas em 1988, Hans e Carrie consultaram a Universidade de Davis nos EUA. O seu famoso Departamento de Enologia os aconselhou, em função do clima, a plantar apenas castas tintas.A maior aposta foi a casta portuguesa Aragonez, seguida pela internacional Syrah. Tem também pequenas quantidades de outras castas portuguesas, Trincadeira, Touriga Nacional e Castelão, assim como um pouco de Cabernet Sauvignon. O Dr. Richard Smart, conhecido consultor australiano de viticultura, foi contratado e implantou o seu sistema de capota elevada de trepadeira, que permite uma circulação extra de ar, o que evita o desenvolvimento de fungos, aumenta a exposição ao sol das videiras, dando uma maior concentração de cor, aroma e sabor às uvas. Nos primeiros anos de produção, as uvas foram vendidas a terceiros. Em 1996 decidiram produzir o seu próprio vinho e construíram uma adega no meio das vinhas.  A experiência com a Syrah foi pioneira no Alentejo e anterior à aprovação como vinho regional pela CVR Alentejo. Isso resultou no primeiro vinho “ilegal”, o Incógnito, produzido em 1998, que ganhou notoriedade e elogios em Portugal e medalhas de ouro em Londres, Bruxelas e Bordeaux. Os vinhos deste produtor combinam as melhores técnicas e tecnologias do “Novo Mundo”, com os sabores das uvas portuguesas bem amadurecidas.

Cortes de Cima Alvarinho Branco 2014 – elaborado com 100% Alvarinho,  plantada na costa alentejana, a 3 km do oceano Atlântico. Envelhecido durante 6 meses em barricas de carvalho francês (25%). Teor Alcoólico: 13%. A coloração é de um amarelo palha claro, muito brilhante. Os aromas mostram frutas cítricas e leve amanteigado. Na boca apresenta uma boa textura, com os cítricos presentes e uma acidez marcante que lhe confere frescor. Bom final com o toque amanteigado. Foram produzidas 2.730 garrafas. Avaliação: 89/100 Pontos

Cortes de Cima Reserva 2011 – elaborado com 40% Aragonez, 35% Syrah, 15% Touriga Nacional, 10% Petit Verdot, com estágio de 14  meses de em carvalho francês. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram ameixa, amora, toques fumados, especiarias (cravo, canela, alcaçuz), menta e madeira tostada. Na boca as sensações do olfato se repetem, num bom corpo, com taninos firmes e bem integrados, com a menta se mostrando. Longo final amadeirado. Foram produzidas 9.900 garrafas. Avaliação: 92/100 Pontos

 

A Fundação Eugênio de Almeida é uma instituição de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora. Os seus estatutos foram redigidos pelo próprio fundador, o Eng. Vasco Maria Eugênio de Almeida, Conde de Villalva, quando da sua criação em 1963. A missão institucional da Fundação concretiza-se nos domínios cultural, educativo, assistencial, social e espiritual, visando o desenvolvimento e elevação da região de Évora. A produção obtida nas vinhas é vinificada num local histórico e sagrado, a Adega da Cartuxa, situada na Quinta de Valbom em Évora. A adega está instalada num edifício que pertenceu à Companhia de Jesus em 1580 e que na época era a sua casa de repouso. Com a expulsão dos jesuítas de Portugal pelo Marquês de Pombal, este edifício foi integrado aos Bens Nacionais em 1755. No ano seguinte, já funcionava no local um importante lagar de vinho que absorvia a produção vinícola da região. Em 1869 o edifício foi vendido em hasta pública e adquirido por José Maria Eugênio de Almeida, avô do Eng. Vasco Maria Eugênio de Almeida. Próximo à Adega da Cartuxa, fica o bonito Mosteiro da Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli, fundado em 1587 e que retomou em 1960 a atividade religiosa contemplativa, depois de vultosas obras de restauro empreendidas pelo Conde de Villalva. No silêncio das caves deste Mosteiro, vários vinhos da Fundação fazem o seu estágio em garrafa. Sempre com a preocupação do enquadramento arquitetônico num edifício muito rico em história, a Adega da Cartuxa passou por várias reformas e ampliações nos últimos anos. Hoje é uma das mais modernas e bem equipadas do Alentejo.

Cartuxa Branco 2013 – elaborado com Antão Vaz e Arinto, com estágio sobre borras finas durante doze meses com bâtonnage regular. Teor Alcoólico: 13%. A coloração é de um amarelo-palha de intensidade média, brilhante. Os aromas mostram  frutas brancas, cítrico, leve amanteigado e baunilha. Na boca apresenta uma boa textura e untuosidade, com leve tostado e acidez em equilíbrio. Bom final com os cítricos se mostrando. Avaliação: 89/100 Pontos.

Pera Manca Branco 2013 – elaborado com 50% Antão Vaz e 50% Arinto.  Estagiou de  18 meses em tonéis de madeiras com mais de 50 anos e capacidade de 3.000 litros. Teor Alcoólico:13,5%. A coloração é de um  amarelo palha claro e brilhante.Os aromas mostram, frutas cristalizadas, floral toque de panetone, limão amarelo, mel e pêssego. Na boca apresenta boa untuosidade, boa acidez e um toque mineral, que se mantém do bom final. Avaliação: 91/100 Pontos. Observação: a afinidade entre esta antiga marca e o Brasil é antiga. Segundo documentos da época, o vinho normalmente levado nas caravelas no período das grandes navegações e do descobrimento do Brasil, era um tinto feito próximo à cidade de Évora, chamado Pêra-Manca. Este, citado em crônicas quinhentistas, teria sido então o vinho que Cabral ofereceu aos aborígines ao aportar em solo brasileiro. Segundo os mesmos indícios, o vinho amplamente citado na obra prima de Luís de Camões, “Os Lusíadas”, poderia também ser o Pêra-Manca. Seu nome se deve ao terreno onde era feito, um barranco com muitas pedras soltas. Diziam então que estas pedras balançavam, mancavam. Das “pedras mancas” surgiu o “Pêra-Manca”.

 

A Sociedade Agrícola da Sossega, proprietária do Monte do Pintor, foi constituída em 1991 e tem como objetivo a produção e comercialização de vinhos. O Monte do Pintor situado perto da Igrejinha, concelho de Arraiolos, tem uma área de 200 ha, dos quais 30 ha são de vinha, 80 ha de montado de sobro e azinho e os restantes de culturas diversas. Em 1995 iniciou-se a comercialização do Vinho Regional Alentejano com a marca “Monte do Pintor” que ostenta um rótulo da autoria do mestre João Cutileiro. O encepamento é composto maioritariamente, por castas tradicionais alentejanas, Trincadeira e Aragonês, bem como, Alicante Bouchet, Alfrocheiro, Petit Verdot, Castelão, e nas castas brancas Verdelho, Antão Vaz e Arinto. As marcas comercializadas são: ESCULTOR, MONTE DO PINTOR RESERVA, MONTE DO PINTOR e PEQUENO PINTOR. A   produção média é de cerca de 90 000 garrafas/ano.Toda a produção é vinificada na herdade, numa adega tecnologicamente bem apetrechada e que trabalha apenas com uva de produção própria. O Monte do Pintor está presente em diversos países, exportando cerca de 60% da sua produção.

Monte do Pintor 2010 – elaborado com Castelão, Tinta Miuda, Trincadeira e Aragonez. Estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso e mais 6 meses de repouso em garrafa antes da comercialização. Teor Alcoólico14,5%. A coloração é de um granada brilhante. Os aromas mostram frutas negras, frutas em compota,especiarias,  algo tostado e toque balsâmico. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos macios, bem integrados ao frutado e acidez se mostrando. Leve adstringência. Longo final com as frutas em compota e café se destacando. Avaliação: 89/100 Pontos

Monte do Pintor Reserva 2011 – elaborado com Trincadeira, Aragonez e Cabernet Sauvignon. Estágio em barricas de carvalho francês por 12 meses e após engarrafado, permanece na cave por mais 12 meses. Não é filtrado. Teor Alcoólico15%. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas negras, ameixa passificada, especiarias e chocolate. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes e suaves, bem integrados, e acidez equilibrada, com toque de chocolate. Longo final com o chocolate se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos

 

Tiago Cabaço faz parte da nova geração dos produtores alentejanos, apresentando-se como um dos mais jovens na idade e número de colheitas no mercado, decidido a conquistar o mercado com os seus vinhos de corte irreverente. Nasceu em Estremoz, no coração e pulmão do Alentejo vinhateiro, no meio das vinhas dos pais, dedicando-se desde cedo à vinha e ao vinho, aprendendo os segredos da vinha desde a mais tenra idade. Em 2004 decidiu avançar para um projeto autônomo, um cometimento pessoal onde pudesse manifestar de forma clara e despretensiosa as suas convicções, a sua personalidade, a sua forma de entender o vinho e o Alentejo. Bastaram cinco anos, escassas cinco colheitas, para afirmar Tiago Cabaço como um dos produtores mais promissores e irreverentes do Alentejo, com uma gama alargada de vinhos sedutores e sérios, modernos no estilo e na forma… mas profundamente alentejanos no trato e no carácter. A empresa é jovem e os funcionários idem, com a média entre 31 e 33 anos de idade, produzindo em seus 80 hectares dos melhores terroirs do Alentejo, 600 mil garrafas/ano, divididas por entre os “.com” de perfil mais enérgico e jovial, os “.beb” mais sérios e poderosos e o “blog”, um tinto simultaneamente vigoroso, sutil e fresco que  é o topo de gama dos vinhos de Tiago Cabaço. Com acesso a algumas das melhores e mais velhas vinhas do Alentejo, todas nas proximidades de Estremoz, com a enologia entregue a uma das melhores enólogas do país, Susana Esteban, com a conquista dos mercados externos, Tiago Cabaço afirma-se como uma das estrelas emergentes do Alentejo.

Tiago Cabaço Encruzado Branco 2013 – elaborado com 100% Encruzado, com estágio em barricas de carvalho francês. Teor Alcoólico14%. A coloração é de um amarelo citrínico, com muito brilho. Os aromas mostram frutas cítricas manjericão, algo balsâmico e toque floral. Na boca apresenta uma textura cremosa, untuosidade, boa acidez e um toque mineral, que permanece no agradável final. Produção de apenas 4.637 garrafas. Avaliação: 89/100 Pontos

Tiago Cabaço Vinhas Velhas Branco 2013 – elaborado com Roupeiro, Arinto e Antão Vaz, de vinhas mais velhas, plantadas na região de Estremoz. Teor Alcoólico13%. A coloração é de um amarelo citrínico, com muito brilho. Os aromas mostram citricos, notas minerais e sugestão de flores secas. Na boca apresenta uma acidez equilibrada, rico em fruta tropical madura e delicadas notas vegetais, mineralidade,num fundo marcado pela barrica. Agradável final com o toque mineral em destaque. Produção de apenas 2.613 garrafas. Avaliação: 90/100 Pontos

Tiago Cabaço Vinhas Velhas 2012  – elaborado com 100% Alicante Bouschet, de vinhas mais velhas, plantadas na região de Estremoz, com técnica de pisa a pé, assim como a maturação em barricas de carvalho francês (metade novas, metade de 2º ano). Teor Alcoólico13%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutos vermelhos, tabaco, café, terra úmida e toque mineral. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos finos mas poderosos, repetindo as sensações do olfato. Longo final com o café se mostrando. Produção de 6.666 garrafas. Avaliação: 90/100 Pontos

 

Susana Esteban começou a seinteressar por vinhos aos 18 anos, quando teve algumas aulas sobre vinhos e descobriu o seu amor pelo néctar de Baco! “Apaixonei-me de tal maneira que comecei a trabalhar em adegas durante as vindimas quando era muito nova!” Ganhou uma bolsa de estudo para fazer um estágio num país da União Europeia, e foi aí que escolheu Portugal e o Vale do Douro, especificamente. Em 2007, trocou o Douro pelo Alentejo porque se casou e passou a viver em Lisboa.Tem trabalhado desde então como consultora de diferentes produtores do Alentejo, nomeadamente Tiago Cabaço Wines, Herdade do Barrocal, Monte dos Cabaços e Monte da Raposinha.Durante este percurso o seu trabalho tem sido reconhecido tanto a nível nacional como internacional. No final do ano 2009 Susana Esteban decidiu dar início ao seu projeto pessoal com o objetivo de fazer vinhos com um carácter diferente do Alentejo tradicional. Durante dois anos Susana Esteban andou à Procura em todo o Alentejo pelas vinhas ótimas para fazer os seus vinhos. Só em 2011 conseguiu finalmente encontrar duas parcelas de vinhas diferentes e de personalidades bem distintas: numa das parcelas encontrou uma vinha de Alicante Bouschet de baixíssima produção plantado em solos xistosos, situada perto de Évora e com um clima ótimo para a boa maturação da casta. Em Portalegre encontrou uma vinha tradicional plantada numa zona muito mais fresca que o resto do território do Alentejo. Uma vinha misturada que reúne um conjunto alargado de castas tradicionais de produção baixíssima que acrescenta uma frescura e complexidade pouco habituais. Da combinação destas duas parcelas nasceu um vinho o“Procura”. Em 2012, depois de encontrar várias outras parcelas de vinha com características ideais para o seu projeto, decidiu elaborar o “Aventura”, um vinho sem madeira e com uma frescura e caráter acentuados. Em 2013 decidiu avançar com a elaboração de dois brancos. As uvas do “Procura branco” provêem de uma vinha velha de 80 anos com mistura de castas, uma vinha única e excepcional situada na Serra de São Mamede, em Portalegre.Para o “Aventura branco” utilizou uvas procedentes de uma vinha tradicional de Portalegre, com castas misturadas, loteadas com uma vinha de Estremoz cuja variedade principal é a casta Arinto. Além dos vinhos Alentejanos elaborados na sua adega situada na vila de Mora Susana Esteban estabeleceu em 2011 uma sociedade com a sua amiga e igualmente enóloga, Sandra Tavares, para elaborarem vinho em parceria. O primeiro fruto desta parceria tomou o nome “Crochet”, um vinho do Douro que é elaborado no Pinhão. Com início na colheita 2014 este foi acompanhado por um irmão alentejano, igualmente tinto, que se chama “Tricot”, produzido em Mora.

Aventura Branco 2015 – elaborado com  Viosinho com mistura de castas tradicionais da zona, de inha velha da Serra de São Mamede. Teor alcoólico de 12,5%. A coloração é de um amarelo palha, com muito brilho. Os aromas mostram frutas brancas (maçã, pêssego), toques florais e acentuada mineralidade. Na boca apresenta boa untuosidade, repetindo as sensações do olfato, com acidez equilibrada e longo final com a mineralidade se mostrando. Produção de 7.000 garrafas. Avaliação: 89/100 Pontos.

Aventura Tinto 2014 – elaborado com 40% Aragonês, 40% Touriga Nacional e 20% castas tradicionais de Portalegre. Teor alcoólico de 13,4%. A coloração é de um rubi intenso com nuances violáceas. Os aromas mostram frutas vermelhas (framboesa, cereja, amora)e toques florais. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos suaves e bem integrados, acidez presente,  muito equilíbrio e elegante. Bom final com frutado se mostrando. Produção de 12.000 garrafas. Avaliação: 89/100 Pontos.

Procura Branco 2014 – elaborado com mistura de castas tradicionais de Portalegre. Estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês usadas. Teor Alcoólico: 13%. A coloração é de um amarelo citrínico brilhante. Os aromas mostram muita complexidade com cítricos, toque floral, palha seca e toque mineral. Na boca apresenta boa untuosidade, repetindo as sensações do olfato, com uma a cidez marcante e a mineralidade se mostrando e se mantendo no elegante final. Avaliação: 93/100 Pontos.

Crochet 2014 – elaborado com 60% Touriga Franca, 40% Touriga Nacional. Estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês 40% novas e 60% de segundo ano. Teor Alcoólico 14,54%. A coloração é de um vermelho rubi i ntenso e brilhante. Os aromas mostram complexo frutado (cereja, ameixa, framboesa, amora), especiarias delicadas, algo balsâmico e toque mineral. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos suaves e bem integrados ao frutado, acidez equilibrada e o mineral presente, mantendo-se em meio ao frutado no longo final. Produção de 3900 garrafas. Avaliação: 94/100 Pontos. Observação: vinho feito a quatro mãos por duas enólogas amigas, Susana Esteban e Sandra Tavares da Silva, que juntaram esforços para produzir este vinho duriense que reúne o sentir e a experiência comum de muitas vindimas juntas e separadas

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