SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos do passeio enogastronômico (1)

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Vamos à Parte 1 dos vinhos degustados no Passeio Enogastronômico Adega Alentejana 2016, realizados no dia de ontem em São José do Rio Preto. Veremos vinhos da Quinta do Noval, Wine & Soul, Quinta do Passadouro, Lavradores de Feitoria, Quinta de Chocapalha, Quinta da Alorna.

 

O nome Quinta do Noval apareceu pela primeira vez em registros no ano de 1715. António José da Silva, exportador de Vila Nova de Gaia adquiriu a Quinta do Noval em 1894 depois de ter sido devastada pela filoxera. Reestruturou a propriedade replantando as suas vinhas. A Noval fez a sua reputação com a declaração do 1931 Quinta do Noval Porto Vintage e o 1931 Quinta do Noval Nacional Porto Vintage, que são provavelmente os Vinhos do Porto que mais sensação causaram durante o século XX. O sucesso obtido estabeleceu a Quinta do Noval entre os grandes nomes do vinho do Porto Vintage nos mercados Inglês e norteamericanos, uma posição de liderança que ainda hoje mantém. Em 1997, foi completado um novo entreposto de engarrafamento em Alijó, próximo do Pinhão. Este projeto fez da Quinta do Noval o primeiro dos exportadores tradicionais de Vinho do Porto a centralizar todas as suas atividades no Vale do Douro em vez de em Vila Nova de Gaia. De 1994 a 2007  foi desenvolvido um enorme programa de renovação da vinha existente e de novas plantações. Hoje em dia produz uvas de qualidade superior, o que assegura a excelência dos Vinhos do Porto Quinta do Noval e por outro permite produzir vinhos do Douro. Depois de uma primeira tentativa bem sucedida em 2003, foram lançados os vinhos tintos de mesa com a colheita de 2004.

 

Maria Mansa Branco 2013 - elaborado com Malvasia Fina, Viosinho e Gouveio. Teor Alcoólico12%. A coloração é de um citrino brilhante. Os aromas mostram cítricos, frutas brancas, toques florais e minerais. Na boca repete as sensações do olfato, com uma acidez marcante que lhe confere frescor. Uma mineralidade marcante, que permanece no agradável final. Avaliação: 90/100 Pontos  . Observação:  Este é o primeiro vinho branco produzido pela Quinta do Noval

Cedro do Noval 2010 – elaborado com Touriga Franca, Touriga Nacional e Syrah,  com amadurecimentro de 18 meses em barricas de carvalho francês. Teor Alcoólico: 13%. A coloração é de um vermelho granada brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas, especiarias, algo herbáceo e tostado. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos macios e bem integrados ao frutado, leve adstringência e o tostado presente, permanecendo no bom final. Avaliação: 92/100 Pontos.

Labrador 2011 – elaborado com 100% Syrah, com amadurecimento de 18 meses em barricas de carvalho francês. Teor Alcoólico: 14%. A coloração é de um vermelho granada brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas, pimenta preta, cravo, uvas passificadas, chocolate e algo balsâmico. Na boca apresenta mum bom corpo, com taninos presentes e bem integrados ao frutado. Acidez equilibrada. Bom final com o chocolate se mostrando. Avaliação: 92/100 Pontos . Observação: o nome é uma homenagem ao cão do enólogo Antonio Agrellos. A casta Syrah adaptou-se perfeitamente na Quinta do Noval, exprimindo mais o “terroir” do Douro que a sua tipicidade .

Quinta do Noval 2008 – elaborado com Touriga Franca, Tinto Cão e Touriga Nacional, com amadurecimento de 18 meses em barricas de carvalho francês. Teor Alcoólico: 14,5%. A coloração é de um vermelho granada intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas e negras, baunilha e algo de tostado. Na boca apresenta um ótimo corpo, com taninos bem estruturados, acidez em equilíbrio e muita harmonia. Longo final onde o frutado se compõe com a madeira. Avaliação:  90/100 Pontos

 

Em 2001 começou a aventura de Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges. Este jovem casal no início não tinha vinhas nem vinho, mas um sonho comum, um projeto pessoal ao qual se dedicaram de corpo e alma. O nome Wine & Soul é a consequência da sua paixão e entrega total ao vinho. Desde o início que o trabalho desta empresa se foca numa incansável procura por vinhas excepcionais no vale do Pinhão, o coração histórico dos grandes vinhos do Porto, e dar-lhes voz. A sua primeira criação foi um vinho, de nome Pintas, inspirado no irrequieto pointer do casal. Aquele que era no início um vinho de garagem é hoje a imagem da história e tradição durienses, fazendo uso de uvas de vinhas velhas com mais de 30 castas misturadas. Mais tarde chegaram o Pintas Character, o branco Guru, o Porto Vintage Pintas e o extraordinário Vinho do Porto 5G. Este último resulta de um lote de vinhos muito velhos, alguns dos quais com mais de cem anos de idade. Em 2009 nascem os vinhos da Quinta da Manoella, propriedade onde vinhas com mais de cem anos de idade vivem lado a lado com vinhas jovens de 30 anos e algumas ainda mais recentes. O Quinta da Manoella Vinhas Velhas afirmou-se de imediato como um dos grandes vinhos do Douro. Sandra e Jorge acreditam na força da aliança entre o Vinho do Porto e do Douro, e nela empenham o seu trabalho. Hoje a Wine & Soul e os seus vinhos são a prova viva de que as vinhas tradicionais de onde nascem os grandes Vintage são igualmente capazes de produzir grandes vinhos do Douro.

Guru Branco 2014 – elaborado com Gouveio, Viosinho, Rabigato e Códega, de vinhas com idade média de 50 anos, localizadas em Porrais, uma pequena aldeia a 15 km de Alijó, e plantadas a uma altitude que varia entre 500 e 600 m. Fermentou em barricas de carvalho francês com pouca tosta durante 6 meses. Teor Alcoólico12,5%. A coloração é de um citrino brilhante. Os aromas mostram frutas, frutas tropicais, algo floral e um toque fumado. Na boca apresenta  boa textura,  repetindo as sensações do olfato, com acidez equilibrada. Bom final frutado. Avaliação: 92/100 Pontos.

Pintas Character 2013 – elaborado com mais de 20 castas provenientes de uma vinha com 43 anos, entre elas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Rufete, Tinta Amarela, Tinta Cão, Sousão e Tinta Barroca. Vinho produzido em lagares de granito com pisa a pé. Estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês 50% novas e 50% usadas. Teor Alcoólico: 14,5%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas negras, especiarias, frutos macerados, notas vegetais, suaves fumados, madeira, notas de chocolate e flores. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos doces e saborosos, repetindo com  muita estrutura as sensações do olfato. Muito complexo. Longo final de sabores misturados. Avaliação: 92/100 Pontos

Quinta da Manoella 2013  -  elaborado com 25% Touriga Franca, 10% Tinta Roriz, 60% Touriga Nacional e 5% Tinta Francesa, pisadas em lagar extraindo os melhores compostos das películas, com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês. Teor Alcoólico14%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas (morango, framboesa, cereja), notas de florais e algo de chá. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos suaves, bem integrados ao frutado, acidez equilibrada e muita dfelicadeza. Longo final frutado. Avaliação: 91/100 Pontos.

Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2013 – elaborado com uma parcela única de vinhas com mais de 100 anos. É feito com 20 castas típicas do Douro, entre elas a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinta Cão. As uvas foram pisadas a pé em lagares de granito. Teor Alcoólico: 14,5%. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram complexidade, com muita fruta, especiarias finas, algo floral e amadeirado. Na boca as sensações do olfato se potencializam, com taninos firmes e bem integrados, acidez equilibrada. Vinho muito harmonioso. Longo final frutado. Avaliação: 93/100 Pontos.

Pintas  2013 – elaborado com mais de 20 castas típicas do Douro provenientes de uma vinha velha com 83 anos. Estão presentes a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Cão, Tinta Barroca e Rufete. Vinho produzido em lagares de granito com pisa a pé. Teor Alcoólico: 14,5%. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas negras, toques florais,cacau e algo de mineral. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes e bem integrados ao frutado, acides em equilíbrio e um marcante mineral. Longo final com muita fruta e mineralidade. Avaliação:94/100 Pontos.

 

Situada em pleno vale do rio Pinhão, perto da aldeia de Vale de Mendiz, a origem da Quinta do Passadouro remonta ao Séc XVIII, aparecendo no célebre mapa do Douro elaborado pelo Barão de Forrester. Em 1991, Dieter Bohrmann, um empresário alemão apaixonado pelo Douro, decidiu comprá-la. Ele acreditava que com as uvas de alta qualidade do Douro, era possível não só produzir Vinho do Porto, mas também vinhos de mesa de gama alta. A sua idéia consistia em reservar alguns dos melhores lotes da produção com o objetivo de criar um vinho tinto de qualidade premium, como expressão máxima do que este terroir é capaz de oferecer. Para o conseguir, só lhe faltava o enólogo certo. Por isso, convidou Jorge Serôdio Borges para assumir a responsabilidade total da Quinta.

Passadouro Branco 2014 – elaborado com Rabigato, Códega e Viosinho. A coloração é de um citrino pálido. Os aromas mostram citrinos, espargos, e mineralidade intensa. Nas boca as sensações do olfato se repetem, com uma textura marcante e acidez excelente. Bom final com a mineralidade em destaque. Avaliação: 89/100 Pontos

Passadouro 2012 – elaborado com Touriga Nacional (30%), Touriga Franca (25%), Tinta Roriz (25%) e Vinhas Velhas de variedades tradicionais do Douro (20%), com envelhecimento de 16 meses em barricas de carvalho francês, sendo 80% usadas e 20% novas. Teor Alcoólico: 14,5%. A coloração é de um vermelho granada brilhante. Os aromas mostram morango, cereja, ameixa, amora, toques florais e leve amadeirado. Na boca as sensações do olfato se repetem, num bom corpo, taninos firmes e acidez em equilíbrio. Longo final frutado. Avaliação: 91/100 Pontos.  Observação: em cada safra, no rótulo deste vinho,  é apresentado um animal diferente da fauna local.

Passadouro Touriga Nacional 2011 – elaborado com Touriga Nacional (100%), vinhas velhas de Vale de Mendiz, com 50 a 70 anos de idade, com uma percentagem da Quinta do Síbio, pisado a pé nos tradicionais lagares de granito da Quinta do Passadouro. Estagiou 17 meses em barricas de carvalho francês.  Teor Alcoólico: 14,5%. A coloração é de um rubi intenso, quase opaco. Os aromas mostram frutas silvestres, madeira  e toques florais. Na boca apresenta taninos macios, bem integrados ao frutado, acidez equilibrada. Um vinho redondo. Longo final com o toque amadeirado se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos.

 

Lavradores de Feitoria é um projeto único e vencedor no Douro iniciado em 2000. Foram selecionados 20 Quintas do Douro para fornecerem uvas de qualidade. Pela primeira vez no Douro, um grupo de convictos durienses associou saberes e experiências, inovação e tradição. Partilha e associativismo, concertados de uma forma moderna, razoável e inteligente, são os valores subjacentes à Lavradores de Feitoria. Em duas adegas, uma para vinhos tintos e outra para brancos, estas uvas de qualidade são vinificadas com todos os cuidados e os vinhos estagiam em ótimas condições de temperatura. O resultado são vinhos com ótima relação preço/ qualidade dentro do Douro. O sucesso comercial destes vinhos permite pegar um preço acima da média pelas uvas aos proprietários das 20 Quintas e desta forma fecha-se um ciclo em que todos os envolvidos ganham. Outro fator que mostra o sucesso desta empresa é a “fila” de outros donos de Quintas do Douro que hoje também querem vender as uvas para a Lavradores de Feitoria!!!

Meruge Branco 2012 – elaborado com Viosinho (100%), de vinhas velhas com mais de 45 Anos,fermentado em barricas de carvalho português cru , sendo que100% amadurece  em barricas de carvalho português novas durante 6 meses. Teor Alcoólico13%. A coloração é de um amarelo palha dourada,límpido, brilhante. Os aromas mostram melão, abacaxi, nuances balsâmicos e toques de amanteigado. Na boca apresenta bom corpo e estrutura, acidez equilibrada, untuosidade envolvente, sabores frutados e toques de tostados. Bom final com o tostado em destaque. Avaliação:88/100 Pontos

Meruge 2012  - elaborado com Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional, Estagiou em barricas novas de carvalho francês por 12 meses. Teor Alcoólico: 14%. A coloração é de um  rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram cereja, ameixa, amora, toques florais e algo de tostado. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos suaves e bem integrados ao frutado, acidez equilibrada. Bom final com a fruta se mostrando. Avaliação: 89/100 Pontos.

Chorinho Tinto 2013 – elaborado com 40% Touriga Nacional, 40% Touriga Franca e 20% Tinta Roriz, com amadurecimento em tanques de inox. Teor Alcoólico13%. A coloração é de um rubi brilhante. Os aromas mostram cereja,ameixa, amora silvestre, toque floral e leve balsâmico. Na boca apresenta corpo médio, com  taninos suaves, bem integrados ao frutado, e acidez equilibrada. Bom final com o frutado em destaque. Observação: o nome do vinho vem do estilo musical brasileiro e nasceu da relação de amizade entre a cantora brasileira Roberta Sá e acionistas da Lavradores de Feitoria. Avaliação: 88/100 Pontos.

Três Bagos Tinto 2012 – elaborado com Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional, sendo que 50% do lote estagiou em inox e 50% em barricas de carvalho francês de segundo ano. A coloração é de um vermelho rubi, com halos mais claros. Os aromas mostram ameixa, amora, cereja, toque floral, leve tostado e algo de mineral. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos suaves e bem integrados ao frutado. Bom final com muita fruta e toque floral. Avaliação: 90/100 Pontos.

 

A Quinta de Chocapalha está situada nas colinas ensolaradas da Região Demarcada de Lisboa, mais precisamente próxima à histórica Aldeia Galega da Merceana, município de Alenquer, a 45 Km da capital portuguesa. Esta quinta é referida desde o séc. XVI pelas suas excelentes vinhas e vinhos. Pertenceu desde os começos do séc. XIX a Constantino O`Neil, que mais tarde doou a Diogo Duff, ilustre fidalgo escocês muito estimado de El-Rei D. João VI que o condecorou com a comenda de «Torre e Espada». A Quinta permaneceu na posse da família Duff até à década de oitenta do século passado, altura em que foi adquirida por Alice e Paulo Tavares da Silva, pais da enóloga Sandra Tavares da Silva. A partir dessa data, profundas benfeitorias nos 45 hectares de vinhas e novas técnicas de cultivo foram introduzidas na Quinta de Chocapalha, continuando-se assim as antigas tradições desta quinta vinhateira, sempre em busca de uma melhoria das qualidades e prestígio dos seus vinhos. Só na vindima de 2000, momento em que as vinhas atingiram a sua maturidade e qualidade pretendida, decidiu-se proceder ao engarrafamento dos melhores vinhos aí produzidos. A charmosa casa sede desta quinta foi construída em 1780. A Adega atual ficou pequena e tem 2 lagares com pisa a pé. Uma adega nova bem equipada, muito bonita e encravada no meio das vinhas, foi inaugurada nas vindimas de 2012. As tradições foram preservadas. O número de lagares com pisa a pé foi aumentado para 4.

Quinta de Chocapalha Arinto 2013 – elaborado com  100% Arinto, fermentado em cubas de inox, ficou em contato com as borras finas durante 6 meses. Teor Alcoólico13%. A coloração é de um citrino intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas cítricas, carambola e toques minerais. Na boca apresenta um bom equilíbrio, com o frutado do olfato se repetindo, numa acidez natural, que lhe confere frescor. Bom final, com as frutas cítricas em destaque. Avaliação: 91/100 Pontos.  Observação: produção de apenas 9.600 Garrafas.

Quinta de Chocapalha Branco 2013 – elaborado com Arinto, Verdelho e Viosinho, vinificadas separadamente em tanques de aço inox. Teor Alcoólico: 13%. A coloração é de um citrino claro e brilhante. Os aromas mostram cítricos, frutas tropicais e floral delicado. Na boca apresenta elegância, boa textura e acidez equilibrada. Longo final com o toque floral se mostrando. Foram produzidas 3.200 garrafas. Avaliação: 90/100 Pontos.

Mar de Lisboa 2013 – elaborado com Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Syrah, sendo que cerca de 50% do lote estagiou 6 meses em barricas usadas de carvalho francês. Teor Alcoólico: 14%. A coloração é de um rubi intenso com bordas violáceas. Os aromas mostram cereja, framboesa, amora, toque de especiarias e leve madeira. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos suaves e bem integrados ao frutado, acidez pontual e muito equilíbrio. Bom final com o frutado se mostrando. Avaliação: 89/100 Pontos.

Quinta de Chocapalha 2010  -  elaborado com  45% Tinta Roriz, 25% Touriga Nacional, 15% Castelão, 10% Syrah e 5% Alicante Bouschet, com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês  de segunda e terceira utilização.Teor Alcoólico14,5%. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram ameixa, amora, jabuticaba, toques florais e baunilha. Na boca apresenta um bom corpo, repetindo as sensações do olfato, com taninos firmes e bem integrados. Acidez equilibrada, leve adstringência e adocicado.. Longo final frutado e elegante. Avaliação: 90/100 Pontos.

Chocapalha Vinha Mãe  2010 – elaborado com 30% Tinta Roriz, 40% Touriga Nacional e 30%Syrah, de parcela de Vinhas com 26 anos. Estagiou em barricas de carvalho Francês por 22 meses. A coloração é de um rubi intenso com reflexos violáceos. Os aromas mostram complexidade, com fruta preta (amora, ameixa), especiarias, chocolate, algo de tostado e  notas florais. Na boca as sensações do olfato se repetem, num bom corpo, com taninos firmes e acidez equilibrada. Longo final, com o chocolate se mostrando. Avaliação: 92/100 Pontos.

 

Este produtor tem mais de 280 anos de história. Em 1723, D. Pedro de Almeida (1688 / 1756) comprou a Quinta de Vale de Nabais. Em meados do século XVIII, viria a ser nomeado Vice- Rei da Índia. Distinguindo-se por atos de bravura na tomada da praça forte de Alorna, o Rei de Portugal, D. João V concedeu-lhe o título de Marquês de Alorna. Regressado a Portugal, mudou o nome da sua quinta para Quinta da Alorna e plantou as primeiras vinhas.Para os padrões portugueses, a Quinta da Alorna é uma grande herdade (fazenda) com os seus 2.800 hectares. As vinhas ocupam 220 hectares na Charneca, as florestas (sobreiros, eucaliptos e pinheiros bravos e mansos) 1.900 hectares e as culturas agroindustriais (milho, trigo, beterraba, ervilha e tomate) 360 hectares. As instalações deste produtor são muito bonitas merecendo destaque a adega antiga cheia de história, a adega moderna bem equipada, o palácio da Quinta da Alorna inteiramente restaurado, a escola de equitação e uma vinha com finalidade pedagógica onde em apenas 0,5 hectare podem se  observar 9 castas brancas e 18 tintas.

Quinta da Alorna Reserva 2010 – elaborado com Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, com estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Teor Alcoólico13,5%. A coloração é de um granada profundo e brilhante. Os aromas mostram cereja, amora, groselha especiarias (pimenta, cravo), algo de madeira e toque floral. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes e bem integrados. Acidez equilibrada e leve amadeirado. Longo final com toque floral. Avaliação: 89/100 Pontos.

Quinta da Alorna Syrah 2013 – elaborado com 100% Syrah. Estagiou em barricas de carvalho americano de segunda utilização, durante 4 meses. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram ameixa, amora, especiarias, chocolate e toque de alcaçuz. Na boca Na boca apresenta bom corpo, repetindo as sensações do olfato, com taninos suaves e acidez equilibrada. Longo final com o frutado se mostrando. Foram produzidas 2.000 garrafas.  Avaliação: 88/100 Pontos.

Marquesa de Alorna Grande Reserva 2011 – elaborado com castas mantidas em sigilo. Estagiou em barricas novas de carvalho francês durante 12 meses. Permaneceu em garrafa 12 meses. Teor Alcoólico14%. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram framboesa, amora, chocolate, algo de tostado toque floral e mineral. Na boca apresenta ótima textura, bom corpo, taninos potentes e bem integrados e acidez em equilíbrio. Longo final frutado, com chocolate se mostrando. Foram produzidas 5.000 garrafas. Avaliação: 94/100 Pontos.

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