SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos do Leste Europeu na Confraria do Vinho de Rio Preto

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Vamos aos vinhos da degustação da Confraria do Vinho de São José do Rio Preto, tendo como tema Vinhos do Leste Europeu.

A Família Gere está envolvida na produção de vinhos há 7 gerações. Attila Gere se apaixonou por Villány (denoninação) ainda na década de 70 e após o fim do regime comunista em meados da década de 90 a vinícola foi criada. A denominação está dividida em distritos de Villány e mais a oeste Siklós. Gere cultiva 50 hectares, a produção de uva está restrita a um quilo por planta e novas vinhas são plantadas em alta densidade para incentivar a concorrência das plantas. Os vinhos tintos são fermentados com leveduras selvagens e sempre usou tratamentos integrados de controle de pragas e tudo natural nas vinhas.

Gere Villany Cabernet Sauvignon 2007 – Elaborado com 100% Cabernet Sauvignon, Vinhedo Vale da Estrela, com 18 a 33 anos d idade. Amadurecimento de 16 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um rubi médio, com muita turvação (vinho iniciando degeneração). Os aromas mostram frutas vermelhas, algo de cedro e fumado.   Na boca apresenta um corpo médio, repetindo as sensações do olfato, com uma acidezdesequilibrada, típica de um vinho em decrepção. Curto final com o toque fumado se mostrando. Avaliação: 88/100 Pontos. Preço: R$ 304,00, na Bekaa.

Gere Villany Kekfrankos 2012 – elaborado com 100% Kékfrankos (Blaufränkisch na Áustria e Lemberger na Alemanha), com amadurecimento de 16 meses em barricas de carvalho (húngaro e francês) de 2° e 3° uso. Teor Alcoólico de 13,5%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas negras, couro, tabaco e resina. Na boca apresenta um bom corpo, taninos firmes, acidez equilibrada com o frutado marcante. Longo final com o toque de resina se mostrando. Avaliação: 90/100 Pontos. Preço: R$ 339,00, na Bekaa.

 

O Domaine Sigalas foi fundado em 1991 por Paris Sigalas, Christos Markozane e Yiannis Toundas. Inicialmente, a vinícola Sigalas foi acomodada na tradicional vinícola da família Paris Sigalas. Mais tarde, em 1998, uma nova unidade de produção, engarrafamento e maturação de vinho foi construída e ativada em uma área privada, em Oia, a parte norte da ilha de Santorini. Hoje, após constantes investimentos em modernização e ampliação de tecnologia, forma-se a atual estrutura produtiva, que permite a elaboração e o envase de 200.000 garrafas por ano. A empresa cultiva 19 hectares de vinhedos com variedades locais e produz vinhos de qualidade, nos quais você pode ver o potencial das variedades e o único ‘terroir’; da ilha vulcânica.

Sigalas Maurotragano 2010 – elaborado com 100% Mavrotragano (variedade autóctone de Santorini), com amadurecimento de 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Teor Alcoólico de 14,7%. A coloração é de um rubi concentrado e brilhante. Os aromas mostram frutas passas, alcatrão, alcaçuz, chocolate amargo e algo balsâmico. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos firmes e bem integrados, acidez equilibrada, repetindo as sensações do olfato. Bom final com o balsâmico se mostrando. Avaliação: 90/100 Pontos. Preço: R$ 392,00, na Bekaa.

 

Durante muito tempo, a família Hiedler dirigiu um curtume no centro de Langenlois. A fundação da vinícola foi baseada em uma feliz coincidência há mais de 160 anos. Quando o então jovem empresário e curtidor de couro Josef Hiedler se casou com Anna, ela trouxe alguns vinhedos de Langenloiser. Logo, Josef descobriu sua paixão pela viticultura. O amante de bons vinhos fundou a propriedade em 1856 e conduziu-a juntamente com sua esposa. Eles cultivaram lotes nos locais tradicionais Thal e Spiegel e começaram a fazer vinho em pequena escala. A gração seguinte também investiu na vinícola. Empregado principalmente no comércio de couro e no curtume, Ludwig Hiedler, um dos cinco filhos, expandiu os negócios vitivinícolas para incluir outras parcelas conhecidas dos vinhedos de Kamptaler. Com sua esposa Anna, ele comprou a adega histórica e a taverna de vinho na Rosenhügel, onde ainda trabalham. Cinquenta anos após sua fundação, em 1906, a vinícola foi mencionada pela primeira vez em um documentário em homenagem ao arquiduque da Áustria sob o Enns . O nome Hiedler tornou-se o fiador de bons vinhos. Então, Ludwig começou como um dos primeiros produtores de vinho de Langenlois.

Hiedler Zweigelt Reserve 2009  – elaborado com 100% Blauer Zweigelt, com amadurecimento de 20 meses em pequenos tonéis de carvalho. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um rubi concentrado, brilhante, com halo violáceo. Os aromas mostram cereja, amora, framboesa, especiarias, húmus, tabaco e ervas aromáticas. Na boca apresenta um corpo médio, taninos suaves, acidez pontual e um marcante sabor de frutas secas e chocolate, que se mantém no agradável final. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 265,00, na Bekaa. Observação: Zweigelt é uma variedade de uva de vinho tinto desenvolvida em 1922, no Instituto Federal de Viticultura e Pomologia em Klosterneuburg , na Áustria , por Fritz Zweigelt . Foi um cruzamento de St. Laurent e Blaufränkisch . Atualmente, é a variedade de uva vermelha mais cultivada na Áustria , além de ter presença nos vinhedos do Canadá .

 

A Tetramythos é fruto da iniciativa dos irmãos Aristos e Stathis Spanos, provenientes de uma família de viticultures das montanhas de Aegialia, em conjunto com o enólogo Panayiotis Papagiannopoulos, também natural desta região. Em 1999 eles se conheceram e fizeram seus primeiros vinhos, em seguida investiram em novos vinhedos e na vinícola que ficou pronta e opera desde de 2004. Os vinhedos da Tetramythos, localizados na região de Aegialia, estão situados entre 450 e 1000 metros de altitude e são cultivados de forma orgânica. As uvas plantadas são: Roditis, Malagousia, Sauvignon Blanc, Agiorgitiko, Black of Kalavryta, Merlot e Cabernet Sauvignon, recebendo a denominação de Vinho de Qualidade Produzido na Região Determinada de Patras (V.Q.P.R.D. de Patras).

Tetramythos Mavro Kalavitrino 2016 –  elaborado com 100% Mavro Kalavritino, a partir de  videiras com 27 anos de idade, com amadurecimento de 4 meses em grandes barris de carvalho com capacidade para 5.000 litros. Teor Alcoólico de 12,5%. A coloração é de um rubi de média intensidade e brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas (cereja, framboesa, groselha), toques herbáceos e algo mentolado. Na boca apresenta um corpo médio, taninos suaves, bem integrados e acidez em equilíbrio. Médio final, com o toque mentolado se mostrando. Avaliação: 89/100 Pontos. Preço: R$119,00, na Bekaa. Observação: Mavro, que basicamente significa preto foi citado pela primeira vez sob o nome Cipro Nero, que literalmente se traduz em preto de Chipre . Esta citação foi dada pelo ampelógrafo italiano Giuseppe di Rovasenda no ano de 1877 e, em seguida, pelo ampelógrafo francês Mouillefert no ano de 1893 sob o nome de Mavro ou Staphili Mavro. Quando se trata do local de nascimento desta uva, é muito difícil identificá-la. Lefort e Roubelakis Angelakis no ano de 2001 demonstraram através do perfil de DNA que Karithi Mavro, também conhecido como Corinto negro da parte central da Grécia e Peloponnisos (conhecido como Peloponeso ) e Kritiko Mavro (conhecido como Black Cretan) de Kriti e Kyklades (Cyclades) funcionam como clones da mesma variedade.A comparação do perfil de DNA dessas uvas com Mavro (Hadjinicoli, Hvarleva et al. 2005) revelou que elas eram idênticas. E, portanto, não se sabe se esta variedade de uva, referida nos textos gregos antigos, tem origem em Kriti, na Grécia continental ou em Chipre.

Tetramythos Malagousia 2015 – elaborado com 100%  Malagousia. Teor  Álcoóico de 13,8%. A coloração é de um   amarelo-limão brilhante. Os aromas mostram toques florais (jasmim) e cítricos sobre leve fundo resinoso. Na boca apresenta uma acidez equilibrada, com  um toque residual de açúcar que não chega a desequilibrar o conjunto, dotado de frescor. Bom finalcom o toque mentolado se mostrando.  Avaliação: 89/100 Pontos. Preço: R$119,00, na Bekaa. Observação: A história da Malagousia começou em silêncio há algumas décadas. Na época, a variedade era praticamente desconhecida na Grécia e quase extinta. Mas tudo mudou em meados dos anos 70, quando o professor de enologia Vassilis Logothetis “descobriu” na região de Nafpaktia, centro-oeste da Grécia, e apresentou-a a um de seus alunos, Vangelis Gerovassiliou. O enólogo de Salónica foi o primeiro a iniciar a vinificação experimental com a uva, inicialmente na adega de Porto Carras e posteriormente na sua própria quinta.Hoje, as uvas Malagousia são cultivadas em toda a Grécia e o nome aparece em muitos dos rótulos mais vendidos.

 

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