SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os Vinhos do Dão no Clube dos Amigos do Vinho

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Vamos aos vinhos do Dão degustados, no dia de ontem, na confraria Clube dos Amigos do Vinho, de São José do Rio Preto.

As primeiras referências históricas que se conhecem sobre a Quinta da Pellada e Saes aparecem por volta de 1570, Ali existe ainda uma casa do séc. XVI construída de face para um pátio interior, como um solar fortificado. Álvaro de Castro é Eng.º civil e herdou esta propriedade em 1980, dedicando-se exclusivamente a ela, restabeleceu a tradição familiar na produção de vinho, quebrada há duas gerações. Levando a peito as suas referências de juventude e recordando os vinhos produzidos pelo Eng.º Vilhena do centro de estudos de Nelas. O seu primeiro vinho aparece então com a vindima de 1989.Desde essa altura até hoje tem sido apoiado na enologia pelo Engº. Magalhães Coelho e mais recentemente pela sua filha Eng.ª Maria Castro e também pelo Eng.º Ataíde Semedo.

Quinta de Saes 2013 –elaborado com  40% Tinta Roriz e 60% Touriga Nacional e Alfrocheiro , vinhas de 45 anos, com amadurecimento de 12 meses de em barricas usadas de carvalho francês. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram Frutas vermelhas e negras, ameixa passa, couro e algo de mineral. Na boca as sensações do olfato se repetem, num bom corpo, com taninos firmes, acidez em equilíbrio e mineralidade. Longo final frutado com o mineral se mostrando. Avaliação: 89 /100 Pontos. Preço: R$ 133,00, na Mistral.

 

A Quinta dos Roques fica localizada em Abrunhosa do Mato, entre Mangualde e Nelas, na região vinícola portuguesa do Dão. Os vinhos da Quinta dos Roques são comercializados sob duas marcas: Quinta dos Roques e Quinta do Correio. Luís também está à frente da Quinta das Maias. A Quinta dos Roques consegue oferecer qualidade extrema tanto nos vinhos brancos como nos vinhos tintos, combinação pouco comum que é reveladora de mestria e domínio da arte. A sutil aliança entre classicismo e modernidade patente nos topos de gama seduz, tal como seduz o delicado equilíbrio entre potência e elegância típico dos grandes vinhos do mundo, o justo equilíbrio entre fruta e acidez.

Quinta dos Roques 2008 – elaborado com 65% Touriga Nacional, 15% Tinta Roriz, 10% Alfrocheiro, 5% Tinto Cão e 5% Jaen, com amadurecimento de 24 meses em barricas de carvalho francês de 225 litros, novas e de 2ª passagem. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um rubi concentrado com halo granada. No olfato mostra frutas negras maduras, toques balsâmicos, notas de baunilha, chocolate e tabaco. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos maduros e bem integrados, acidez em equilíbrio. Longo final frutado com baunilha se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$ 400,00, na Decanter

 

As primeiras referências históricas que se conhecem sobre a Quinta da Pellada aparecem por volta de 1570. A região Demarcada do Dão foi instituída em 1908, enquadrada por três maciços montanhosos – Buçaco, Caramulo e Serra da Estrela – que a preservam dos ventos atlânticos e lhe facultam condições climatéricas muito especiais . Quinta da Pellada é, atualmente, o maior nome do Dão e um dos melhores de Portugal, que vem recebendo inúmeros prêmios.  Álvaro de Castro é Engenheiro Civil e herdou esta propriedade em 1980, e,  dedicando-se exclusivamente a ela, restabeleceu a tradição familiar na produção de vinho, quebrada há duas gerações. O seu primeiro vinho aparece então com a vindima de 1989. Desde essa altura até hoje tem sido apoiado na enologia pelo Engº. Magalhães Coelho e mais recentemente pela sua filha Eng.ª Maria Castro e também pelo Eng.º Ataíde Semedo. A adega é responsável por abrigar as vinícolas Quinta de Saes, com suas origens remotas (cujas referências datam 1258), e a Outeiro, uma vinha mais próxima da adega, primeiramente alugada e depois anexada à Casa da Passarela (2002) que depois originou o vinho PAPE (PA-Passarela e PE-Pellada). As vinhas, que apresentam idades entre 3 e 65 anos, estão localizadas a uma altitude média de 550 metros. A área total da propriedade é de aproximadamente 60 hectares, onde estão plantadas, em solo de base de granito, areia e argila, as castas originárias da região, Encruzado, Cercial, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen, Alfrocheiro e Baga.  Uma Vinha Velha, com mais de 30 castas diferentes, também está entre a área cultivada da produtora.

Quinta da Pellada Dão 2011 – elaborado com 45%  Touriga Nacional, 20%  Tinta Roriz, 10%  Jaen e o restante com uma coleção de castas de vinhas velhas, o que é muito comum na região do Dão. Amadurecimento de 30 meses em barricas usadas. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um  intenso rubi, com halos granada e muito brilho. Os aromas mostram frutas negras, pimenta verde, toques florais, terra úmida, madeira, tostado e especiarias doces (cravo,anis). Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes, repetindo as sensações do olfato e acidez marcante. Bom final frutado, com toques terrosos se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$ 476,00, na Mistral.

 

A Sogrape Vinhos foi fundada em 1942 por Fernando van Zeller Guedes, com a ambição de dar a conhecer ao mundo os vinhos portugueses e uma visão de longo prazo assente na qualidade dos vinhos a comercializar, na importância da novidade das marcas e na apresentação dos seus vinhos. Liderada hoje pela terceira geração da família fundadora, a Sogrape Vinhos cumpre, cada vez mais fielmente, o objectivo assumido desde da sua fundação: ser uma empresa de cariz familiar e vocação internacional, focada na produção de vinhos de qualidade, na inovação e no desenvolvimento de marcas portuguesas de nível global. A Sogrape Vinhos possui cerca de 830 hectares de vinhas em Portugal.  Grão Vasco foi lançado pela Sogrape em 1958.

Grão Vasco Dão 2012 – elaborado com jaen, alfrocheiro, tinta pinheira, touriga nacional e tinta Roriz, com passagem por tanques de inox. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um rubi, límpido e cristalino. Os aromas mostram morango, cereja, framboesa, amora, toques florais e de especiarias. Na boca apresenta um corpo médio, tanonos suaves, acidez pontual e muita suavidade. Médio final frutado. Avaliação:88/100 Pontos. Preço: R$ 50,00, no Pão de Açucar.

 

A Quinta do Perdigão está localizada a uma altitude de 365 metros, em Pindelo de Silgueiros, Terras do Infante D. Henrique, “o Navegador”,  Duque de Viseu, na primeira encosta do Rio Dão, cujo leito está a 200 metros de altitude. Trata-se de uma pequena adega familiar que se preocupa em respeitar a natureza e em elaborar vinhos de qualidade superior em pouca quantidade. Tem uma área de vinha de apenas 7 hectares, em produção biológica certificada.Apesar de ter uma plantação de grande densidade, com cerca de 5.000 videiras por hectare, só produz pequenas quantidades de vinho de alta qualidade das uvas tintas Touriga-Nacional, Alfrocheiro-Preto, Tinta-Roriz / Aragonês (Tempranillo) e Jaen (Tinta Mencia) e da uva branca Encruzado. Desde 1999 a Quinta do Perdigão é a vinícola mais laureada da região do Dão e a grande estrela do chamado “Novo Dão”, em Portugal. Quinta do Perdigão venceu por vários anos consecutivos o importante concurso regional, merecendo o prêmio máximo entre “Os Melhores Vinhos do Dão no Produtor”, competição organizada pela Comissão Vitivinícola do Dão.


Quinta do Perdigão Touriga Nacional Dão 2006 – elaborado com 100% Touriga Nacional, com amadurecimento de 12 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas silvestres, framboesa, morango, pimenta do reino, café, chocolate e eucalipto. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos aveludados, boa acidez e harmonia. Longo final com muita fruta e o toque mentolado se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos. Preço: R$ 391,00, na Mistral. Observação: o Touriga Nacional é o mais disputado vinho da Quinta do Perdigão. A impressionante lista de prêmios deste vinho inclui o título de “Grande Vinho do Dão” por 3 anos, além do cobiçado “Trophy” e a medalha de ouro da revista inglesa Decanter.

 

A Niepoort é uma empresa familiar independente há mais de século e meio; cinco gerações sucederam-se à frente da Niepoort desde que Franciscus Marius Niepoort fundou a empresa em 1842. Quase sempre, duas gerações trabalharam lado a lado durante longos anos, contribuindo para uma transição bem sucedida. Eduard Dirk Niepoort está à frente da empresa desde a reforma formal de Eduard Rudolph Niepoort, em 2005. Dirk, nascido em 1964, descobriu o mundo do vinho durante os seus estudos na Suíça. Em 1987, Dirk juntou-se ao seu pai, Rolf Niepoort, na empresa familiar e foi desafiado a inovar, mantendo as boas tradições. O primeiro passo importante foi a aquisição de vinhas próprias: a Quinta de Nápoles e a Quinta do Carril no Cima Corgo, uma região que tradicionalmente produz os melhores Vinhos do Porto. Foram plantados de novo 15 hectares de vinhas, e 10 hectares de vinhas com 60 anos foram cuidadosamente mantidas. Ser proprietário de Quintas e vinhas no Douro foi um passo importante para a produção de Vinho do Porto e para a criação dos primeiros vinhos Niepoort. A paixão de Dirk pelos vinhos, o respeito humilde e a curiosidade pelo terroir do Douro definiu o espírito de equipa nas duas últimas décadas e é uma inspiração constante para a equipe. A irmã de Dirk, Verena Niepoort, juntou-se à equipe, como diretora executiva, em 2005.

Niepoort Rótulo Dão 2013 – elaborado com Alfrocheiro, Jaen e Touriga Nacional, vinhas da zona de Gouveia e de Vila Nova de Tázem,  grande maioria com uma idade entre 30 e 60 anos. vinificado em cubas de inox e envelhecido 20 meses em cubas de cimento. Foi engarrafado, utilizando-se o mínimo de técnicas de clarificação. Teor Alcoólico de 12,5%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas pretas, especiarias, toques florais e algo balsâmico. Na boca apresenta bom corpo, com taninos firmes, bem integrados, acidez equilibrada e mineralidade. Longo final frutado com o toque mineral se mostrando. Avaliação:  /100 Pontos. Preço: R$ 128,00, na Mistral.

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