SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos da degustação festiva da Confraria do Vinho (2)

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Vamos à segunda parte dos vinhos da degustação festiva da Confraria do Vinho de Rio Preto.

Fundada em Montalcino pela família Fanti no início do século IX, a Tenuta Fanti sempre foi referência na produção dos grandes vinhos da região. Apesar disso, foi nos anos 1970 que a história da vinícola mudou por completo, quando Fillippo Fanti assumiu o comando da vinícola. Visionário, ele focou em atingir a máxima qualidade em cada uma das etapas de produção do vinho – desde o vinhedo até o engarrafamento – e adquiriu novas tecnologias, além de ter escolhido apenas os melhores lotes dos 300 hectares da propriedade e replantado os seus vinhedos. Elisa Fanti, filha de Fillippo, se juntou ao time de elite da vinícola de sua família em 2007, representando a mais nova geração da Fanti em atividade atualmente, trazendo ainda mais inovação e tecnologia às tradições seculares de Montalcino.

Fanti Brunello di Montalcino 2011 – elaborado com 100% Sangiovese, com amadurecimento de parte em barricas de carvalho francês e parcialmente em barris de capacidade média por um período de 24 meses. Antes do lançamento, o vinho é envelhecido em garrafas por um mínimo de 4 meses. Teor Alcoólico de 15,5%. A coloração é de um rubi intenso, com leves reflexos granada. Os aromas mostram framboesa, cereja preta, cacau e tabaco. Na boca apresenta bom corpo, com taninos delicados e acidez moderada. Longo final frutado com o cacau se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos. Preço: R$ 329,00, na Grand Cru. Vinho do Edilberto Filho.

 

Viña Valdivieso remonta a 1879 quando Alberto Valdivieso fundou Champagne Valdivieso, a primeira empresa no Chile e na América do Sul a fazer vinho espumante. Mais de cem anos depois, no final da década de 1980, a empresa se expandiu em uma nova direção quando começou a produção comercial de vinhos limpos, como Viña Valdivieso, na adega do Vale do Curicó em Lontué. Os vinhos Valdivieso têm desde então uma carreira bem sucedida, triunfando nos principais mercados mundiais e alcançando as mais altas honras nas competições internacionais. Essas conquistas não são um objetivo em si, mas sim o resultado da busca de vinhos de qualidade superior que são atrativos e distintivos.

Caballo Loco Number Sixteen – elaborado com Cabernt Sauvignon, Malbec, Carmenere, Merlot, Cabernet Franc, Syrah e Carignan. O nº 16 leva 50% das colheitas de 2010 e 2011 e 50% das colheitas entre 1990 e 2009. Amadurecimento de 18 meses em barris de carvalho francês. Teor Alcoólico de 14,5%, A coloração é de um rubi escuro com toques violetas. Os aromas complexos mostram cassis, groselha, amora, nota mentolada, café, baunilha e cravo. Na boca apresenta um bom corpo, repetindo a complexidade do olfato,  com elegância, fluidez, fruta e frescor,  boa integração dos taninos, frutas e acidez.Longo final frutado com o café se mostrando. Avaliação: 94/100 Pontos. Preço: R$ 500,00, na Vino Mundi. Vinho do Renato.

 

Situada no coração do vale do Rio Douro, na sua margem direita, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. Com uma área de 130 hectares, dos quais 70 são ocupados por vinhas predominantemente orientadas a sul, estende-se desde o leito do rio até cerca dos 600 metros de altitude. Na Quinta do Crasto são produzidas diversas categorias de Vinhos de Mesa e de Vinhos do Porto. Como destaque, um rótulo que traz a união de dois grandes nomes do mundo do vinho : Jorge Roquette, da Quinta do Crasto do Douro, e Jean-Michel Cazes, do Château Lynch-Bages de Bordeaux,que  se uniram num projeto para produzir, com as castas do Douro, um vinho que junta o conhecimento de duas das maiores regiões vinícolas do mundo: nasceram assim  o Roquette-Cazes e o Xisto

Crasto Superior Syrah 2014 – elaborado com 97% Syrah e  3% de Viognier. Envelhecimento em barricas de carvalho francês durante 16 meses. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um violeta escuro e brilhante .Os aromas mostram um intenso frutado, frutas passificadas, toque floral,cacau  e toque balsâmico. Na boca apresenta um grande volume, com taninos aveludados bem integrados ao frutado. Acidez equilibrada. Longo final com o frutado se mostrando com potência.  Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 298,00, na Qualimpor. Vinho do Lorga.

 

M.O.B, sigla para as iniciais de Moreira, Olazabal e Borges, em inglês significa muitas pessoas com ânimos exaltados. Nos Estados Unidos esse termo usualmente é utilizado para se referir a palavra “Máfia”. É um projeto liderado por três Enólogos dos mais reconhecidos e premiados de Portugal. Individualmente estres três Enólogos são responsáveis por alguns dos grandes vinhos do Douro. Jorge Moreira (Poeira) foi eleito Enólogo do Ano em 2009 pela Revista de Vinhos de Portugal, enquanto que Francisco Olazabal (Quinta do Vale Meão) ganhou este mesmo prêmio em 2010. O terceiro Enólogo, Jorge Seródio Borges da Wine & Soul, por sua vez produziu juntamente com Sandra Tavares o Pintas 2011, vinho histórico que recebeu a pontuação mais alta já dada pela Wine Spectator a um Vinho Tinto português (98 Pontos). Este renomado trio de Enólogos durienses decidiu juntar forças em 2011 para produzir um vinho no Dão que fosse capaz de resgatar o estilo clássico e tradicional da região. Na base deste projeto está uma amizade de muitos anos que os três possuem por terem sido colegas de turma na Universidade. O local selecionado para este projeto foi a Quinta do Corujão, uma vinícola prestigiada, embora pouco conhecida, da região, onde arrendaram 10 Hectares de Vinhas. A escolha por essa propriedade se deu pela sua localização a 500 metros de altitude na parte mais a leste do Dão próximo a Seia no sopé da Serra da Estrela, ponto mais alto de Portugal continental. Na Adega, localizada na própria Quinta do Corujão, as diferentes castas são vinificadas separadamente de modo que os Enólogos possam compreender melhor seus potencias e como podem ser trabalhadas para alcançar uma harmonização ótima no blend final.

 

M O B 2011 – elaborado com Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro e Baga, com amadurec imento de 18 meses em barricas de carvalho. Teor alcoólico de 12,5%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram amora, framboesa, cassis, especiarias finas e algo fumado. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes, acidez equilibrada, algo mineral  e muita leveza. Bom final frutado, com o mineral se mostrando. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 377,98 na Wine Brasil. Vinho do André.

 

A Bodega San Pedro de Yacochuya está localizada em Cafayate, cerca de 190km da cidade de Salta, a 1.600m de altitude. Sua produção é praticamente toda voltada para a uva Malbec com algumas pequenas parcelas de Torrontés e Tannat. A bodega tem como sócio o famoso Michel Roland, que em 1998 foi convidado pela familia Etchart, para dar consultoria para a bodega em troca de uma participação societária. Ele aceitou e fez uma verdadeira transformação na forma de produzir vinhos por lá. A bodega é relativamente pequena e a cave armazena cerca de 300 barricas 100% francesas .O estilo dos vinho de Yacochuya reflete a marca degistrada de Roland – vinhos de muito corpo e estrutura provenientes das uvas de longa maturação debaixo do Sol impiedoso da região .Os vinhos são divididos em 3 linhas :Coquen, linha básica feita com uvas próprias e compradas de outros produtores, San Pedro linha intermediária, somente uvas próprias de vinhedos de cerca de 10 anos, e Yacochuya, top de linha, feitos apenas com vinhas próprias e com vinhedos de até 100 anos.

San Pedro de Yacochuya Torrontés 2016 – elaborado com 100% Torrontés, vinhedos de 50 anos. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um amarelo palha, com reflexos verdeais. Os aromas mostram damasco, pêssego, lichia, carambola, toques florais (jasmim, rosa) e de mel. Na boca repete as sensações do olfato, com uma acidez marcante que lhe confere frescor, impedindo o excesso de adocicado. Longo final com o toque floral se mostrando. Avaliação: 90/100 Pontos. Preço: R$ 99,00, na Grand Cru. Vinho do Edilberto Filho.

 

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