SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos da degustação festiva da Confraria do Vinho (1)

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Vamos à primeira parte dos vinhos da degustação festiva da Confraria do Vinho de Rio Preto.

Luis Cañas  estabeleceu-se em 1928 na Rioja Alavesa, sub-zona caracterizada pela produção de vinhos muito aromáticos. Conduzida pelo herdeiro da família, Juan Luis Cañas, a bodega teve um sopro de modernidade, com modernos métodos de produção, respeito ao meio ambiente e uma nova nave de barricas para o amadurecimento. A vinícola se insere cada vez mais na elite dos melhores produtores dessa nobre zona espanhola. Valendo-se de um extremo conhecimento nos 90 hectares de vinhedos próprios, a viticultura praticada é racional, ou de valorização ao equilíbrio entre as vinhas e o meio ambiente, com a colheita feita de forma setorizada em videiras com idade média de 40 anos. Os vinhos da Luis Cañas são marcados pela elegância, com frutado generoso, de grande pureza num conjunto harmônico, rico e muito complexo.

Luis Cañas Reserva 2014 – elaborado com 95% Tempranillo, 5% Graciano, de 40 anos de idade. Amadurecimento de 18 meses em barricas 60% de carvalho francês e 40% em carvalho americano, com alguns barris de o segundo ano de uso, e 18 meses em garrafa.  Teor Alcóolico de 14,5%. A coloração é de um vermelho rubi intenso, com muito brilho e transparência vermelhas (cereja,  amora, morango), cacau, café  e notas balsâmicas. Na boca as sensações do olfato se repetem,  num corpo médio, com taninos suculentos e  notas lácticas sutis. Longo final frutado com balsâmico se mostrando.  Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 200,40, na Decanter. Vinho do Tognola.

 

Adquirido em 1957 pelo empresário Walter Ghezzi, muito apaixonado pela agricultura, Camigliano foi convertido na produção de vinhos de alta qualidade, em particular de Brunello di Montalcino. O seu filho Gualtiero dedicou muito esforço à modernização da empresa (hoje compreende 530 hectares, dos quais 90 vinhas) e a valorização do território. Maremma e as colinas de metal, Camigliano recuperou ruas e vistas panorâmicas. As antigas residências da aldeia, todas reestruturadas, são agora parte das fazendas. A empresa tem um total de 90 hectares de vinhas, incluindo 50 hectares para a produção de BRUNELLO di Montalcino (180.000 garrafas) e outra para BRUNELLO RISERVA “GUALTO” (cerca de 9.000 garrafas).

Camigliano Brunello di Montalcino 2011 – elaborado com 100% Sangiovese Grosso (clone da Sangiovese), com amadurecimento em botti (grandes barricas de carvalho) por 24 meses e passa 2 anos para envelhecimento na garrafa antes da sua comercialização. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas negras, chocolate, couro e tabaco. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos macios e bem estruturados e acidez pungente. Longo final com o chocolate se mostrando. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 296,80, na Bebidas do Sul. Vinho do Horácio.

 

Patrick Clerget é uma vinícola familiar que remonta a 1268. É considerada a mais antiga vinícola da Borgonha, conforme listado no Guinness Book of Records e tem  Louis Clos Clerget como dono e diretor.  Patrick Clerget criou a Sélection Patrick Clerget em 1994, na cidade de Beaune, capital da região. Patrick Clerget está localizado em Chablis,  região da Borgonha responsável por algumas das expressões mais distintivas de Chardonnay. Coteaux Bourguignons é uma denominação de origem controlada (AOC) para vinho branco, tinto e rosé da região da Borgonha. No final de 2011, substituiu a denominação anterior Bourgogne Grand Ordinaire. O nome Coteaux Bourguignons traduz-se como “colinas de Borgonha”. Coteaux Bourguignons é uma denominação de nível regional, cobrindo toda a região da Borgonha da área ao redor de Auxerre até o Beaujolais

Patrick Clerget Coteaux Bourguignons 2014 – elaborado com Gamay e Pinot Noir, sem passagem por madeira. Teor Alcoólico de 12,5%. A coloração é de um rubi claro e brilhante. Os aromas mostram cereja, amora, morango, toques de ervas e algo floral. Na boca apresenta um corpo médio, taninos macios, acidez equilibrada, repetindo sas sensações do olfaro. M´dio final frutado com o toque floral se mostrando. Avaliação: 88/100 Pontos. Preço: R$ 79,00, na Grand Cru. Vinho do Edilberto.

 

O grupo Aráldica é um dos mais importantes no cultivo, produção e distribuição de vinho no Piemonte. A Cooperativa Aráldica  tem cerca de 200 membros, que cultivam mais de 900 hectares de vinhedos. Junto com variedades tradicionais e nativas, como Barbera, Dolcetto, Nebbiolo, Cortese, Moscato e Arneis, também crescem a Brachetto menos comum e Freisa ao lado das mais cosmopolitas como Merlot, Cabernet e Chardonnay. Os vinhedos estão localizados em zonas de maior importância do Langhe, Monferrato, Roero e Gavi. A adega original foi fundada em 1954, com o nome de Cantina Sociale di Castel Boglione, eo vinho era armazenado em tanques de concreto. Nos anos 60 e 70, os tanques de concreto foram substituídos por tanques de aço e de carvalho e mudou seu nome para  Ancient County Castelvero , devido ao deslocamento da adega na mesma área de residência dos Condes de Castelvero. Hoje todas as uvas que são utilizados na produção de vinhos Aráldica são  processadas em Castelvero.

Araldica Flori Barolo 2012 – elaborado com 100% Nebbiolo, com passagem de 18 meses em botti de carvalho. Teor Alcóolico de 14%. A coloração é de um púrpura intenso e brilhante. Os aromas mostram complexidade, com frutas vermelhas, toques florais e minerais, notas amadeiradas, alcatrão e alcaçuz. Na boca apresenta um bom volume, com taninos e acidez equilibrados, repetindo  a mineralidade e o floral do olfativo. Um longo final com o amadeirado se misturando ao floral. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 254,90, na Vino Mundi. Vinho do Osvaldir.

 

Fundada em 1989, no Valle Casablanca, por Thierry Villard, a Villard Estate é a primeira vinha boutique premium do Chile. O patriarca e chefe, Thierry Villard, é um francês que há mais de quarenta anos deixou seu país de origem. Com a mulher se mudou para a Austrália e lá viveram por mais de uma década. Foi lá onde nasceu Jean-Charles, filho do casal que hoje trabalha no negócio da família. Depois de quase vinte anos como “aussies” resolveram se mudar para o Chile, terra natal da Sra. Villard. Atualmente não são proprietários da vinícola de onde vêm seus vinhos. Arrendam as terras de um amigo que também produz os vinhos, segundo a filosofia dos Villards. Produzidos em pequenas quantidades para serem distribuidos no mercado de externo, através dos canais ditos HoReCa (Restauração e Hotelaria de alto nível) e em lojas especializadas, os vinhos da Villard buscam o nicho dos entusiastas do vinho, oferecendo a máxima qualidade para preencher suas expectativas. Desde 2009, participa do Movimento dos vinicultores Independentes do Chile (MOVI).

Villard Tanagra Syrah 2014 – elaborado com 100% Syrah, com amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês. Teor Alcóolico de  14,5%. A coloração é de um rubi intenso, com bordas violáceas e muito brilho. Os aromas mostram frutas vermelhas especiarias finas, menta, chocolate e adorável fundo balsâmico. Na boca apresenta-se bem encorpado, repetindo as sensações do olfato, com taninos finos  bem integrados. Longo final, com o mentolado se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos. Preço: R$ 336,60, na Decanter. Vinho do Florêncio.

 

Os vinhedos de Bouchard Père & Fils abrangem 130 hectares, dos quais 86 Grands Crus e Premiers Crus. Situado no coração da Côte d’Or, a casa histórica dos melhores vinhos da Borgonha, os vinhedos de Bouchard são notáveis não só pela sua dimensão, mas sobretudo pela qualidade da sua localização. Fundada em 1731 por Michel Bouchard e de lá para cá passando pelas sequentes gerações da família, a vinícola tem todo o seu histórico voltado para a alta qualidade e o reconhecimento entre os top de linha. Atual dirigente principal e diretor de exportação, Luc Bouchard cresceu nos vinhedos da Borgonha e participou da colheita anual desde a infância. Na verdade, seguindo a tradição familiar, Bouchard foi batizado, não com água, mas com um dos vinhos mais famosos da casa, o Beaune Greves Vigne de l’Enfant Jésus. Em 1995, quando Bouchard Père & Fils foi adquirida por Joseph Henriot, Bouchard foi convidado a permanecer com a empresa expandiu como Diretor Internacional de Exportação.

Bouchard Mâcon-Villages 2012 – elaborado com 100% Chardonnay, com amadurecimento de 7 a 8 meses em barril de carvalho. Teor Alcoólico de 12,5%. A coloração é de um amarelo dourado com nuances verdes. Os aromas mostram cítricos (limão siciliano), menta e algo floral. Na boca apresenta um bom equilíbrio, com acidez presente, repetindo as sensações do olfato, com um toque mineral. Agradável final com o floral se mostrando. Avaliação: 89/100 Pontos. Preço: R$ 145,00, na Grand Cru. Vinho do Edilberto

 

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