SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos da degustação festiva (2a. Parte)

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Vamos aos vinhos degustados na reunião festiva da confraria Clube dos Amigos do Vinho de São José do Rio Preto (2ª.Parte) 

 

A Matias Riccitelli é uma jovem vinícola de Mendonza, de propriedade do enólogo Matias Riccitelli definido como enólogo prodígio por Robert Parker.É considerado pela crítica especializada como o novo príncipe da Malbec na Argentina. O título príncipe da Malbec faz referência ao pai de Matias,  Jorge Riccitelli, enólogo chefe da Bodega Norton e eleito o melhor enólogo do mundo em 2012 pela Wine Enthusiast.  A Riccitelli Wines foi eleita a Bodega Revelação pelo Guia Descorchados 2014, onde seus tintos tiveram grande destaque. Os vinhos de Matias são modernos, elegantes e divertidos, despertam curiosidade e instigam a degustá-los.

Matias Riccitelli Republica del Malbec 2012 – elaborado com 100% Malbec, videiras de 100 anos, de Vistalba, Mendoza, com  amadurecimento de  18 meses em barricas novas de carvalho francês. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi intenso, com reflexos violáceos. Os aromas mostram intensidade, com notas de amora, ameixa, alcaçuz,toques florais,  chocolate  e especiarias. Na boca apresenta-se como  um vinho imponente, de taninos de textura aveludada, álcool generoso sem incomodar, fruta intensa sobre uma fundo lácteo. Impressiona por sua expansão, com final longo, sedoso e elegante. Sem dúvida, um grande, e típico Malbec. Garrafa número 3834, de 6000. Escolha do Osvaldir Pai. Avaliação: 94/100  Pontos

A história da bodega Escorihuela Gascón remonta 1880, quando Miguel Escorihuela Gascón, então com 19 anos, imigrou da Espanha para a Argentina. Depois de um período curto em Buenos Aires, mudou-se para Mendoza e adqui­riu 17 hectares de terra e iniciou a construção da bodega. Administrou e desenvolveu a bodega até sua morte em 1933, quando foi assumida por seus herdeiros, que continuaram a investir e divulgar o mundo do vinho, tornando-a extremamente conhecida e respeitada. Era inovadora e suspeita-se que o primeiro vinho 100% Malbec foi feito pela Escorihuela Gascón. Em 1993, passa a pertencer ao “winemaker” Nicholas Catena, que investiu pesadamente na modernização da bodega para adequá-la às exigências do mercado atual. Atualmente, a bodega encontra-se modernizada, mas mantem-se em seu charmoso prédio de origem com um maravilhoso restaurante  – chamado 1884 – em seus porões. Vale uma visita de que passar por Mendoza. Na verdade, trata-se da mais antiga vinícola de Mendoza, ainda em atividade.

Escorihuela Gascon Pequeñas Producciones Cabernet Sauvignon 2009 – elaborado com 100% de Cabernet Sauvignon , com passagem de 12 meses em carvalho francês. Teor Alcoólico de 13,8%. A coloração é de um rubi intenso, com muito brilho. Os aromas mostram frutas negras, baunilha, chocolate, café e algo de pimenta. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos marcantes e bem integrados ao frutado, acidez equilibrada e leve adstringência, que se mantém no longo final frutado. Escolha do André. Avaliação: 92/100  Pontos

 

Terre di Sava foi fundada em 2008 a fim de proteger e utilizar uma série de ” Old Vines ” Primitivo, muitos com mais de 100 anos de idade, perto da cidade histórica de Sava, em Puglia. Com a deterioração contínua da economia da Itália, algumas destas vinhas velhas estavam sob ameaça de serem replantadas com videiras jovens de maior rendimento e menor qualidade.  Terre di Sava foi fundada para comprar estes vinhedos e usá-los para produzir os melhores vinhos possíveis . O vinho emblemático da Terre di Sava é o Luccarelli Pazzia  Primitivo di Manduria.

Luccarelli Pazzia Primitivo di Manduria 2008 – elaborado com 100% Primitivo de Manduria a partir de vinhedos com mais de 100 anos, de Sava. Amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um violeta escuro, com média transparência e ótimo brilho. Os aromas mostram uma grande complexidade, com frutas maduras (morango, cereja, amora, ameixa), geléia de frutas, tabaco, ervas secas,  baunilha, notas defumadas  e toques de pimenta. Na boca apresenta-se encorpado, com taninos potentes e bem integrados ao frutado. Perfeito equilíbrio fruta/álcool/acidez e um adocicado marcante, lembrando um Amarone. Longo final, elegante, com  café, baunilha e chocolate.Esco lha do José Luiz. Avaliação: 95/100  Pontos.

 

Bodega Noemia foi fundada pela condessa Noemi Marone Cinzano e pelo enólogo dinamarquês Hans Vinding-Diers, na sequência da sua descoberta de uma antiga vinha Malbec no Vale do Rio Negro Argentina.  Os vinhedos estão localizados no Vale do Rio Negro, localizado 998 km ao sul de Buenos Aires, 450 km a leste da Cordilheira dos Andes, a 500 km a oeste do Oceano Atlântico e 1996 km de Tierra del Fuego. Em outras palavras, ele está localizado no meio do deserto. Um quarto das uvas são provenientes de  próprias vinhas plantadas em 2004 no Vale Azul, no deserto, que é cultivado com técnicas orgânicos e biodinâmicos e de irrigação por gotejamento. Os outros 3/4 das uvas são do INTA (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária) e um produtor da região.

Noemia A Lisa 2012 –  elaborado com 90% de Malbec,9% de Merlot e 1% de Petit Verdot, tendo passado 10 meses em barricas de carvalho de terceiro uso. Teor Alcoólico de 14%. A coloração  é de um rubi intenso com reflexos violáceos. Os aromas mostram frutas negras, coma sobreposição de tostados, especialmente café, e algo  herbáceo. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos e acidez equilibrado e um leve adocicado. Final longo com as frutas se apresentando , fechando com o café torrado. Escolha do Marco Antonio. Avaliação: 92/100  Pontos.

 

A história dos vinhos Canepa está ligada à vida aventurosa de José Canepa Vaccareza, que deixou sua terra natal, Gênova, Itália, em 1930,para procurar um terroir no Chile, que viria a dar à luz a uma adega, e deixou sua marca na história vitivinícola do país. No período de 1973 a 1978 passou por uma completa reestruturação, quando assumiu o comando, em face ao falecimento do pai, José Canepa Sarochi. A filosofia consiste em criar vinhos de qualidade premium, com foco na inovação como guia da proposta de vinificação. Em 2007, um novo capítulo na história da Canepa começa com uma aliança estratégica com a Concha y Toro Grupo. Alma italiano, chileno do solo. Em  1990 nasce o “Magnificum” vinho ícone da casa  até hoje.

Canepa Magnificum 2011 – elaborado com 97%  Cabernet Sauvignon e 3%  Cabernet Franc, com uvas, de Puente Alto, no Valle de Maipo. Maturação de 18 meses em barricas francesas. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram amora, cassis, floral, tâmara, terroso,  chocolate, café e marcante tostado. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos finos, untuoso, repetindo o olfativo.  Longo final elegante e frutado. Escolha do José Manoel. Avaliação: 93/100  Pontos.

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