SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos da degustação festiva (1a. Parte)

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Vamos aos vinhos degustados na reunião festiva da confraria Clube dos Amigos do Vinho de São José do Rio Preto (1ª.Parte)

 

Vistalba é uma propriedade rural familiar constituída por uma longa extensão de vinhedos, onde é realizado o plantio e colheita das uvas e também o armazenamento dos vinhos. A fazenda localiza-se na cidade de Mendonza, Argentina, onde o progresso da viticultura começou cedo, no século XVI, junto com a colonização espanhola. A história da marca Vistalba começou há mais de 60 anos, quando a família Pulenta iniciou o plantio de videiras na região. Carlos Pulenta, atual proprietário da Bodega Vistalba, faz parte da segunda geração. Ele recorda que em sua infância percorria uma grande extensão de vinhedos junto a seu pai. Revela também que cresceu ao redor dos barris de vinho e possui imensa paixão pelo assunto. A linha Tomero é composta de outros vinhos, sendo o Malbec o único Gran Reserva. Também apresenta os vinhos: Tomero Malbec, Tomero Cabernet Sauvignon, Tomero Sauvignon Blanc, Tomero Malbec, Tomero Petit Verdot Reserva, Tomero Pinot Noir Reserva e Tomero Torrontés

 

Tomero Gran Reserva Malbec 2010 – elaborado com  100% Malbec,da  Finca Los Álamos, Alto Valle de Uco, Mendonza, envelhecido em barricas de carvalho francês durante 20 meses e em garrafas durante nove meses antes de ser comercializado. Teor Alcoólico de 15%. A coloração é de um  rubi profundo com reflexos violáceos. Os aromas mostram frutas vermelhas (framboesa, amora, cereja), especiarias e baunilha. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos robustos e bem integrados, acidez equilibrada e leve adocicado. Longo final com o toque doce e a baunilha se mostrando. Escolha do Pablo. Avaliação: 92/100 Pontos

 

 

A história da Bodega Navarro Correas começa em  1800, quando Don Juan de Dios Correas plantou suas primeiras vinhas localizadas no sopé da Cordilheira dos Andes. Por mais de cem anos, a família Correas vendeu suas uvas a produtores da região. Foi Don Edmundo Navarro Correas, descendente da família Correas, que decidiu produzir vinhos sob o seu próprio nome. Em 2002, a fim de aumentar a capacidade de processamento e armazenamento de vinho, foi decidida a  construção uma nova adega, integrada a bela paisagem que a rodeia. Em maio de 2004, Navarro Correas inaugura sua nova adega em Godoy Cruz. Rodeado por um parque e plenamente integrado na paisagem circundante. Todo o edifício é baseado em uma arquitetura minimalista, sóbrio, reforçando as características dos materiais utilizados. Em setembro de 2009, Finca Agrelo é inaugurada, iniciando-se a produção da linha Structura Ultra.

Navarro Correas Structura Ultra Rare Barrels 2011 – elaborado com  60% Malbec, 30% Cabernet Sauvignon, 7% Cabernet Franc e 3% Merlot, do Uco Valley, regiões de Tunuyán, Tupungato e San Carlos envelhecido durante 24 meses em barricas novas de carvalho francês. Teor Alcoólico de 14,8%. A coloração é de um  rubi intenso e profundo, com muito brilho. Os aromas mostram ameixa, amora, cereja cristalizada, trufas, grafite e especiarias. Na boca apresenta um bom corpo, complexidade, com  taninos encorpados e redondos que proporcionam uma textura sedosa. Ótimo equilíbrio entre álcool, acidez e fruta. Longo final com intenso frutado. Escolha do Paulo Sérgio. Avaliação: 93/100  Pontos

 

 

Apesar de a vinícola Pulenta ter iniciado as suas atividades somente no ano de 2002, a história da família com a vitivinicultura argentina começou 100 anos antes. Em 1992, Angelo Pulenta e Palmina Spinsonti chegaram de Ancona, na Itália, na Argentina e lá fincaram as raízes de sua família (e de suas vinhas). Passadas três gerações, os Pulenta resolveram transformar a paixão em trabalho e abriram as portas da Pulenta Estate, que mesmo depois do reconhecimento manteve o ambiente familiar, onde cada vinho nasce e é cuidado como um integrante da família.

Pulenta Gran Cabernet Franc XI 2011 – elaborado com 100% de Cabernet Franc, do Bloco 11 da Finca La Zulema  , Agrelo, Lujan de Cuyo, passando 18 meses de envelhecimento em barricas novas de carvalho francês. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi intenso, com muito brilho. Os aromas mostram jabuticaba, ameixa, amora, compota de frutas, pimentão assado, eucalipto e especiarias. Na boca apresenta um bom corpo, taninos finos, acidez equilibrada, sabores complexos repetindo as sensações do olfato, com leve adocicado. Longo e elegante final com o toque de eucalipto. Escolha do Osvaldir Filho. Avaliação: 94/100 Pontos.

 

Mauricio Lorca é um dos mais respeitados enólogos da Argentina. Ainda muito jovem, aos 21 anos, iniciou carreira na Bodega Esmeralda, do Grupo Catena Zapata. Depois seguiu pra Michel Torino, Luigi Bosca e Finca La Celia, até partir para vôo próprio, na Bodega y Viñedos Mauricio Lorca.A pouco mais de 100 km,numa fazenda secular , em Vista Flores, no Vale do Uco, a 1.020 metros acima do nível do mar e aos pés da Cordilheira dos Andes, instalou 29 hectares de vinhedos, em 1999. Cultiva as cepas Sauvignon Blanc, Viognier, Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Petit Verdot, colhidas manualmente. Lorca desenvolve projetos personalizados. Foi o que ocorreu com o Chicleteiro, um bom Malbec feito para a banda baiana Chiclete com Banana a pedido da Ana Marques, mulher do Bel e dona da maior importadora de vinhos para o Nordeste, a Ana Import. Esse projeto já está extinto.

Mauricio Lorca Inspirado 2009 – elaborado com as cepas Malbec, Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit Verdot, passando por amadurecimento de 16 meses em barricas novas de carvalho francês (85%) e americano (15%), com 24 meses de afinamento em garrafa. Produção limitada a 4 barricas A coloração é de um rubi profundo, quase negro e muito brilhante. Os aromas mostram frutas escuras e especiarias com chocolate e baunilha. Na boca apresenta um potente corpo, repetindo as sensações olfativas, com taninos potentes e bem integrados. Longo final com o chocolate se mostrando.Escolha do Toninho. Avaliação: 93/100 Pontos.

 

A maior parte das vinhas da Bodega Tacuil tem mais de 100 anos. A fazenda que  fica a 210 quilômetros de Salta e cinco horas de distância, era parte da Hacienda San Pedro Nolasco de Mollinos, de propriedade de Nicolas Severo Isasmendi, o último governador real. A filha herdou a terra depois de sua morte em 1837, e casou-se com o primeiro salteño Davalos, José Benjamin, que mais tarde tornou-se governador da província e morreu no exercício do seu mandato. Desde então, Tacuil está incorporada na família Dávalos. Em Tacuil há vinhas entre 2.400 e 2.600 metros, tornando-se a adega com os vinhedos em produção mais altos do mundo. É vizinha da  Colomé, comprado de Dávalos em 2001 pelo Grupo de Hess.  Tacuil só produz vinhos sem madeira, envelhecendo seus vinhos em tanques de cimento, exceto Doña Ascensão, originalmente concebido para exportação. As outras linhas: Viña Dávalos, Mayuco Malbec, Mayuco Torrontes, Blend RD e 33 Dávalos.

Viñas de Dávalos 2012 – elaborado com 80% Malbec e 20% Cabernet Sauvignon, da  Finca Tacuil, Valle Calchaquí, Molinos, Salta, a 2630 metros de altitude, sem envelhecimento em carvalho.  A coloração é de  um roxo profundo, quase negro. Os aromas mostram muita intensidade, com frutas vermelhas, compota de frutas, chocolate escuro, alcaçuz, pimentão e azeitona preta. Na boca apresenta um corpo denso, excelente concentração e profundidade de frutas, com taninos intensos e perfeitamente integrados, com tons adocicados, que permanecem no longo final. Escolha do Pradela. Avaliação: 92/100 Pontos.

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