SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os vinhos da degustação de julho do Clube dos Amigos do Vinho

GE DIGITAL CAMERA

Vamos à seleção de Languedoc-Roussillon degustados na degustação de julho da confraria Clube dos Amigos do Vinho de São José do Rio Preto.

 

A casa Hecht & Bannier não tem vinhedos.  Os dois proprietários que a criaram, há que 15 anos, optaram por investir diretamente na profissão de comerciante-fazendeiro  no melhor sentido e artesanato de comércio.  Sua fonte de abastecimento é variado; sejam eles cooperativas, jovens viticultores ou áreas consideradas lá sempre uma intenção específica por trás de cada um dos lotes. Gregory Hecht conhece o trabalho técnico; é aquele que, por muitos anos, foi o comprador do grupo Flo, um dos maiores da França no mundo do restaurante. Quanto François Bannier, trabalhou em Champagne (Veuve Clicquot e Charles Heidsieck). Desde o início, o objetivo não era produzir  volume, pelo contrário; hoje muitos de seus rótulos estão disponível em pequenas quantidades. Segundo Parker, os vinhos de H&B podem competir com os melhores elaborados em cada região do sul da França, sendo algumas das melhores compras de todo o mundo. São vinhos que, desde a primeira safra, já receberam muitos elogios da crítica especializada. Já a Wine Spectator, entre outras referências, chamou os vinhos H&B de imperdíveis para os amantes de um bom vinho.

Hecht & Bannier  Faugères 2009 – elaborado com  Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre , vinhedos de Autignac, Faugères, Lenthéric, Cabrerolles, sendo que 10% do vinho é maturado em tanques, 30% em demi-muids, 30% em barricas de 300 litros de segundo uso e 30% em barricas de 225 litros de carvalho novo e de primeiro uso. Teor Alcoólico de 15%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas negras, toques florais e herbáceos e algo mineral. Na boca apresenta um bom corpo, taninos firmes e bem integrados, muita potência,com o mineral presente. Longo final frutado com o toque mineral se mostrando. Avaliação 93/100 Pontos. Preço: R$ 307,40, na Vinci.

Hecht & Bannier  Saint Chinian 2010 – elaborado com  60% Syrah, Grenache e Mourvèdre, vinhedos de San Chinian, Combejean, Pierrerue, Assignan, Quarante, Cruzy, sendo que 35% do vinho é maturado em tanques, 20% em demi-muids (de 1 ou 2 anos), 45% em barricas de 225 litros e 500 litros de carvalho novo e de primeiro uso. Teor Alcoólico de 15%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas, toques florais, alcaçuz e algo herbáceo. Na boca apresenta um bom corpo, taninos firmes, acidez equilibrada e leve adstringência. Bom final frutado com o herbáceo se mostrando. Avaliação 92/100 Pontos. Preço: R$ 236,86, na Vinci.

 

O Château Vieux Moulin está situado na denominação Corbières, que fica dentro do Languedoc, onde as videiras mais antigas da França estão plantadas. A região vive, há milhares de anos, não só circundada por videiras como também envolta em uma atmosfera mística marcada por lendas de deixar qualquer um boquiaberto. A história da região remonta o século XI, quando os moradores de Languedoc repudiaram a Igreja católica e fundaram uma espécie de cristianismo alternativo: o catarismo. Os cátaros, como eram chamados, formaram a sociedade secreta mais “popular” da Idade Média e, reza a lenda, construíram o famoso Castelo Montségur, edificado no topo da montanha, a 1.207 metros acima do nível do mar, em posição dominante — tanto que ao pé da montanha é impossível enxergá-lo. Diz-se que lá está abrigado o tesouro dos cátaros, com o qual o Santo Graal foi construído (cálice usado na Última Ceia, com o qual José de Arimatéia teria recolhido o sangue de Jesus Cristo depois da crucificação). Verdade ou não, o mistério que circula pelas paredes gélidas da vila ecoa nos vinhos que nascem em Corbières, como os do Château Vieux Moulin.

Château Vieux Moulin  Les Ailes 2012 – elaborado com  Carignan, Grenache e Mourvèdre, com amadurecimento de 13 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram vermelhas, leve carvalho, chocolate, aromas animais (couro, lácteo) e vegetais ( pimentão verde). Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes, acidez equilibrada, repetindo as sensações do olfato. Longo final frutado, com o pimentão se mostrando. Avaliação 93/100 Pontos. Preço: R$ 199,00, na Grand Cru.

 

Domaine Sarda Malet é uma das propriedades líderes na região da Languedoc-Roussillon, com longa tradição no mundo do vinho. De tradição familiar há mais de um século, Sarda Malet é gerido pela mãe Suzy e seu filho Jérôme Malet que continuam a construir a boa reputação estabelecida pelo falecido Max Malet. Sarda Malet  produz uma gama de vinhos que faz parte da elite de Languedoc-Roussillon, em um estilo que combina refinamento e grande concentração. Com parcelas de vinhas antigas, de baixíssimos rendimentos, localizadas ao sul da cidade de Perpignan, na margem direita do Tet, a Domaine Sarda Malet dá origem a vinhos sedosos e, com grande apelo regional.   A vinha se estende por 51 hectares, classificada Cotes du Roussillon e Rivesaltes.

Domaine Sarda Malet Réserve 2006 – elaborado com Grenache, Syrah, Mourvedre e Carignan,  vinhedos localizados no sul da França quase na fronteira com a Espanha perto da cidade de Perpignan, com amadurecimento de 14 meses em  barricas de carvalho francês de segundo e terceiro uso. A coloração é de um granada intenso, com nuances violáceas, e muito brilho. Os aromas mostram  cassis, amora-preta, mirtilo, cacau, mentol e alcaçuz. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos macios, acidez equilibrada e um toque adocicado. Longo final frutado com algo picante se mostrando. Avaliação 92/100 Pontos. Preço: R$ 121,00, na Vinci.

 

Domaine Gayda está situado no sopé dos Pirenéus, a 25 km a sudoeste de Carcassonne, na vila de Brugairolles. Os proprietários Tim Ford e Anthony Record se  uniram com o vinicultor Vincent Chansault e a equipe do restaurante para criar a nova cara do vinho e gastronomia para a região.  A nova adega foi construída em 2004 e o restaurante em seu andar superior em 2006, oferecendo refeições requintadas com vistas espetaculares e ininterruptas sobre os Pirinéus. O Domaine Gayda tem uma paixão pelas tradicionais “cépages” cultivadas em vários solos e climas variados de vinhas situadas em todo o Languedoc. Pratica uma viticultura orgânica  impulsionada pelo respeito pelo meio natural e por oferecer um vinho de excelente qualidade. O Domaine Gayda é uma vinha totalmente orgânica com certificação para a linha  Figura Libre  desde 2012. Apenas os produtos naturais são utilizados durante o período de crescimento buscando um equilíbrio natural e um aumento da biodiversidade.

Domaine Gayda Figure Libre 2009 – elaborado com 100% Cabernet Franc,  vinhedos de Brugairolles, a 200 metros de altitude, com amadurecimento de 15 meses em barricas de carvalhosendo 20% novo e 80% de 1º. e 2º. usos. Teor Alcoólico de  14,5%. A coloração é de um granada intenso e brilhante. Os aromas mostram cereja negra, cassis, especiarias, cedro e toque herbáceo. Na boca apresenta um bom corpo, taninos firmes e bem integrados, acidez equilibrada e um leve mioneral. Bom final frutado, com o cedro se mostrando. . Avaliação 92/100 Pontos. Preço: R$ 243,00, na

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>


Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.