SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os Merlot do Clube do Vinho

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Vamos aos vinhos Merlot degustados na Confraria do Vinho de São José do Rio Preto, em sua reunião do mês de março.

Não são muitas as vinícolas que se aventuram em terras patagônicas, mas a de Humberto Canale foi uma das poucas que venceu as barreiras e abriu as portas na região inóspita. Com mais de cem anos de história, a vinícola é referência no terroir de Río Negro, uma das três denominações da Patagônia, desde 1909, quando foi inaugurada. A bodega pioneira é, entre as primeiras, a única que mantém atividade até hoje, sendo administrada pela quarta geração da família. Consideravelmente mais fria do que Mendoza, a região austral produz vinhos cujas principais características são a complexidade aromática e a acidez. Nas mãos de enólogos experientes e sob o frio da região, a Malbec brota mais fresca, a Cabernet e a Merlot, mais suculentas, e, a Pinot, com a elegância do Velho Mundo.

Humberto Canale Merlot Gran Reserva 2011 – elaborado com 100% Merlot, proveniente de vinhas velhas de General Roca, Rio Alto Valle Preto, com envelhecimento em barricas novas de carvalho francês e americano por um período de 12 meses antes de ser engarrafado e um  período em garrafa de 6 meses antes da comercialização. Sem filtração. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas e negras, toques florais e herbáceos, com algo de mineral. Na boca apresenta bom corpo, taninos firmes e bem integrados, acidez em equilíbrio repetindo o frutado do olfato. Longo final com o toque mineral se mostrando. Avaliação: 93 /100. Preço: R$ 215,00, na Grand Cru.

 

Simčič Marjan nasceu em 1860 quando Anton Simčič comprou uma fazenda em Medana e começou a viticultura e vinificação, abriu uma pousada e uma loja. Ao longo dos anos seus filhos herdaram o negócio: Nando a loja, Pavel a pousada e Teodor a vinificação. Após a Segunda Guerra Mundial o governo nacionalizou parte de sua terra, a pousada e a loja. Nando e Pavel emigraram, deixando Teodor e seu filho Salko. Em 1988, o filho de Salko, Marijan, assumiu a gestão da fazenda. Em 1997, na aldeia de Ceglo, perto de Medana, foi construída uma nova e moderna adega, criando condições perfeitas para a produção de vinhos de alta qualidade. Na verdade, a maior parte do terreno deles está na Italia. Apenas 20 km separam eles do mar, e para o outro lado estão os Alpes. Ao total são 18 hectares. A produção totaliza cerca de 90.000 garrafas/ano, de 4 linhas:- Classic – com varietais de Sauvignonasse, Pinot Grigio, Ribolla (Rebula) e Chardonnay;  Selection – Sauvignon Blanc, Ribolla, Chardonnay, Teodor (assemblage) Branco e Tinto, Pinot Noir; Opoka –  Ribolla, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Merlot; e  Leonardo (sobremesa)

Simčič Marjan Merlot Opoka 2007 – elaborado com 100% Merlot, vinhas velhas de 21-43 anos de idade, manejadas de forma orgânica. Amadurecimento de 48 meses em barricas francesas de 225 litros. Sem filtração.Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi de média concentração com halo em ligeira evolução. Os aromas mostram ameixa, amora, notas terrosas, toques florais, menta, chocolate e intenso mineral. Na boca apresenta ótimo corpo, com taninos firmes, repetindo as sensações do olfato, especialmente com o toque mineral. Longo final com o mineral se mostrando. Avaliação:  91/100. Preço: R$ 380,00, na Decanter.

 

No final do século 19, em 1875 o primeiro imigrante da Famiglia Valduga desembarcou no Brasil, vindos da cidade de Rovereto, ao norte da Itália e cultivaram os primeiros parreirais no coração do que hoje é o Vale dos Vinhedos, dando assim início ao legado de um dos mais renomados nomes da vitivinicultura brasileira. Passados 140 anos, quatro gerações depois,
o patriarca Luiz Valduga, idealizou um grande sonho: construir a melhor vinícola do Brasil. Com a ajuda de seus filhos, a tradição foi aliada às mais modernas técnicas para a produção de vinhos finos. Os investimentos em tecnologia cresceram e o reconhecimento tornou a Casa Valduga uma das vinícolas mais apreciadas do Brasil. Atual símbolo de excelência, a vinícola familiar continua comandada pelos irmãos Erielso, Juarez e João Valduga, que junto de seus filhos continuam a transmitir a paixão pelo vinho. A vinícola dedica especial atenção á elaboração dos seus espumantes e para resultar em rótulos de altíssima qualidade, o processo de maturação acontece na cave subterrânea de espumantes da vinícola, considerada a maior da América Latina, que possui capacidade para mais de seis milhões de garrafas. Entre as estrelas do portfólio, dois rótulos são mundialmente reconhecidos: o Brut 130, ícone da marca, e o Maria Valduga, consagrado como a jóia do espumante brasileiro. A Casa Valduga expandiu
suas fronteiras e, atualmente, concentra sua produção em três regiões ao sul do Brasil:
Vale dos Vinhedos – Leopoldina, Serra do Sudeste – Identidade e Campanha – Raízes.

 

Storia 2005 – elaborado com 100% Merlot, passando por 12 meses em carvalho francês e 18 meses em cave. Teor Alcoólico de  14,5%. A coloração é de um rubi com reflexos alaranjados, indicando sua evolução. Os aromas mostram muita complexidade, com frutas negras e vermelhas, especiarias finas, café, chocolate, couro e notas balsâmicas. Na boca apresenta um corpo bem estruturado, com taninos macios em  perfeito equilíbrio com o álcool e a fina acidez. Longo final com toda sua estrutura e notas balsâmicas se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos. Preço: R$217,00 ( safra 2011, na Costi Bebidas). Observação: ícone da vinícola, é elaborado apenas em safras excepcionais e possui tiragem limitada. É um grande vinho, confirmando as premiações internacionais que vem recebendo. Um Merlot que mostra a melhor expressão da casta.

 

A Viña Morandé foi fundada em 1996, por Pablo Morandé (ex-enólogo da Concha y Toro). Introduziu os vinhedos no Valle de Casablanca, entre Santiago e Viña del Mar, em 1982. Foram 20 hectares. Hoje possui vinhedos em Casablanca, Maipo, Rapel e Curicó. A Morandé produz várias linhas de vinhos: Pioneiro, Reserva, Gran Reserva, Edicion Limitada, Hause of Morandé e Late Harvest. Pablo Morandé é o enólogo junto com Ricardo Baettig, que já trabalho em joint venture com Errazuriz/Mondavi, aí incluídos Seña, Don Maximiano e Viñedo Chadwick.  Morandé foi o primeiro a voltar a usar foudre em 2008. Hoje têm mais de 80 foudres. Um foudre varia de 2 mil e 4 mil litros e toda a linha Gran Reserva é envelhecida em foudre. Isto significa que não há abuso de carvalho e que a madeira não atropela a fruta, uma fruta que naturalmente tem de ser boa para não precisar de maquiagem.

Morandé Gran Reserva Merlot 2011 – elaborado com 100% Merlot, do vinhedo em San Bernardo,Maipo Valley, com amadurecimento em cubas de 2.000 e 4.000 litros de carvalho francês e barricas de carvalho francês durante 14 meses. Teor Alcoólico de 14,5%¨. A coloração é de um rubi intenso, brilhante e luminoso. Os aromas mostram cereja, morango, framboesa, amora, toque de pimenta, café e canela. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes, intenso frutado e acidez equilibrada. Longo final frutado com o café se mostrando. Avaliação:   92/100. Preço: R$ 145,00, na Grand Cru.

 

A história da Fattoria San Pancrazio remonta ao ano de 1388 na região de Chianti, a poucos quilômetros de Florença, no município de San Casciano Val di Pesa, na Itália. A propriedade pertencia a família Giangiliazzi e consistia em uma elegante vila, de terras plantadas com videiras e oliveiras. Em 1978, porém, toda propriedade foi adquirida pela família Nannoni-Masti que a partir dos anos 2000 decidiu modernizar os processos. Masti Priami, com a ajuda do marido, então passou a gerir pessoalmente o local, que possui mais de 23 hectares de vinha produtiva inteiramente no território do Chianti DOCG.

San Pancrazio Tommaso Merlot 2011 – elaborado com 100% Merlot, com amadurecimento de 16 meses em barricas novas de carvalho francês e 6 meses em garrafas, antes da comercialização. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um rubi-violáceo  intenso, com muito brilho. Os aromas mostram framboesa, groselha, amora, baunilha, algo herbáceo e balsâmico. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes e bem integrados, acidez equilibrada, repetindo o frutado do olfato. Longo final frutado, com az baunilha se mostrando. Foram elaboradas 4.500 garrafas, sendo esta a de número 3.212. Avaliação:   90/100. Preço: R$ 221,00, na Grand Cru.

 

El Enemigo é o projeto pessoal de Alejandro Vigil, enólogo chefe de Catena Zapata, e de Adrianna Catena, filha mais nova de Nicolás Catena. Tendo à sua disposição uma ampla gama dos melhores vinhedos de Mendoza — pertencentes à família Catena — Alejandro Vigil selecionou parcelas específicas que pudessem dar origem a vinhos com uma personalidade distinta dos talhados por ele em Catena Zapata. São tintos com bastante nervo, taninos abundantes e um caráter deliciosamente selvagem. Talvez a maior criação do genial enólogo Alejandro Vigil, seja o El Gran Enemigo Single Vineyard Gualtallary , elaborado com uvas de um vinhedo único, plantado a 1.470 de altitude de em Gualtallary, em Tupungato.

Gran Enemigo Gualtallary 2009 – elaborado com 85% Cabernet Franc e 15% Malbec, com amadurecimento de 7 meses em barricas francesas. Teor Alcóolico de 13,9%. A coloração é de um vermelho rubi escuro, com muito brilho. Os aromas mostram frutas vermelhas e negras, especiarias e sutil mineral. Na boca apresenta taninos sedosos, muito complexo e notas de frutos pretos e especiarias sutis. Longo final, com o traço  mineral se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos. Oferecido pelo André, como aquecimento.

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