SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Os argentinos degustados na Confraria do Vinho de Rio Preto

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Vamos aos vinhos da Argentina degustados na Confraria do Vinho de São José do Rio Preto, em sua reunião de outubro.

Fundada em 1902, a Bodega Catena Zapata é conhecida pelo seu papel pioneiro em ter revivido a variedade Malbec e descoberto terrões de extrema altura ao pé dos Andes. Adrianna Vineyard localizada em uma altura de quase 1.500 msnm, foi chamado o Grand Cru da América do Sul. Prêmios e Distinções:  o Homem do Ano, o Prêmio do Serviço Distinguido do Wine Spectator, o Prêmio Der Feinschmaker, o Wine and Spirits e os Wine Winners Awards do Wine Enthusiast. Nicolás Catena Zapata foi encorajado a plantar videiras onde ninguém pensava que poderiam amadurecer. Sua revolução de vinhos de altura culminou com a descoberta de um novo terroir para o vinho, Vineyard Adrianna, plantado a uma altura de quase 1.500 metros, tornando-se talvez a vinha mais estudada do mundo.

Catena Zapata Nicolas Catena 2013 – elaborado com 35% Malbec e 65% Cabernet Sauvignon, com amadurecimento de 24 meses em 80% de novos barris de carvalho francês e  armazenamento  na garrafa por 24 meses, antes de ser lançado no mercado. Teor Alcoólico de 13,5%. A coloração é de um rubi violáceo intenso e brilhante. Os aromas mostram  frutas pretas, chocolate amargo,  licor, aromas minerais e florais complexos, juntamente com notas picantes e ervas frescas. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos firmes, com  grande concentração, sabores pronunciados para frutas negras e um lado mineral forte. Longo final complexo com o toque mineral se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos. Preço: R$ 687.00, na Mistral. Obteve 96 Pontos de Parker.

 Catena Zapata Malbec Argentino 2013 – elaborado com 100% Malbec, de duas vinhas históricas de Catena: Adrianna, em Gualtallary e Nicasia, em Altamira. Amadurecimento de 24 meses em carvalho francês. Teor Alcoólico de 14,1%.  A coloração é de um intenso e potente rubi, com muito brilho e média transparência. Os aromas mostram boa complexidade, com muita fruta vermelha, frutas passas, café, especiarias finas (cravo, canela) , toques tostados e notas terrosas. Na boca  apresenta um corpo volumoso com taninos potentes , acidez equilibrada , frutas e álcool perfeitamente integrados. Um longo e agradável final com toques tostados se mostrando . Avaliação: 93/100Pontos. Preço: R$ 650,00, na Mistral. Obteve 95 Pontos de Parker.

 

A Bodega Luigi Bosca, da Família Arizu, situada em Luján de Cuyo,  conta com uma trajetória de mais de 100 anos na indústria vitivinícola argentina. Dirigida atualmente pela terceira e quarta geração, constitui um dos poucos estabelecimentos vinícolas que, ao longo das décadas, permanecem em mãos da família fundadora e, por seu prestígio, tornou-se um paradigma do vinho nacional. Os pilares sobre os quais conseguiram consolidar sua trajetória foram sua expansão em nível internacional, seu prestígio baseado na experiência transmitida ao longo dos anos, a constante e homogênea qualidade nos vinhos e a permanente procura da excelência mediante a inovação e a tecnologia de avançada. A Bodega Luigi Bosca é um dos estabelecimentos produtores com maior participação no mercado argentino de vinhos premium; além disso, suas etiquetas estão presentes nos cinco continentes e chegam a mais de 50 países do mundo. Atualmente, a vinícola produz 8 milhões de garrafas de vinho das quais 60% é vendido no mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil. Produz os vinhos  La Linda, Luigi Bosca Reserva e Selectos da Família Arizu. Em Vistalba, a família Arizu possui a Finca Los Nobles, onde estão plantadas Cabernet Sauvignon e Alicante Bouchet há mais de 90 anos. A linha Icono foi produzida pela primeira vez em 2005. É um tributo às quatro gerações da família Arizu.

Luigi Bosca Icono 2009 – elaborado com 54% Malbec e 46% Cabernet Sauvignon, de vinhas de mais de 90 anos, com amadurecimento de 18 meses em barricas de carvalho francês de média tosta. Sem filtração. Teor Alcoólico de 15%.  A coloração é de um granada com tons pretos profundos, com muito brilho e média transparência. Os aromas mostram mirtilo, cereja, notas florais, especiarias  (cravo, anis e baunilha) e algo de tabaco. Na boca apresenta ótimo corpo, carnoso, com taninos firmes, acidez em equilíbrio, repetindo as sensações do olfato, com toque mineral. Longo final frutado com  o mineral se mostrando.  Avaliação: 92/100Pontos. Preço: R$ 732,00, na Decanter. Obteve 93 Pontos de Parker.

 

Casarena Bodegas y Viñedos, localizada em Agrelo/Luján de Cuyo – Mendoza,
nasceu com um grande objetivo – fazer vinhos sinceros. O adequado e minucioso manejo dos vinhedos e as frequentes degustações da matéria prima determinam o melhor momento da colheita, e esses são fatores fundamentais para a elaboração de vinhos. Sob o comando do viticultor Gastón Tello, a bodega possui 150 hectares de vinhedos com baixa densidade de plantio. A média de produção é de apenas 1kg de uva por planta e essa menor produção dá origem a frutos concentrados e vinhos robustos, complexos e ao mesmo tempo elegantes. A elaboração dos vinhos está sob a responsabilidade da Enóloga Gabriela Celeste.

Casarena Lauren’s Sigle Vineyards 2012 – elaborado com 100% Cabernet Franc , com amadurecimento de 18 meses em novos barris de carvalho francês. Teor Alcoólico de 14%.  A coloração é de um rubi médio e brilhante. Os aromas mostram ameixa, amora negra, cacau, tostados e pimenta.  Na boca as sensações do olfato se repetem , num bom corpo, taninos firmes, acidez pontual e leve adstringência. Bom final frutado com o cacau se mostrando. Avaliação: 90/100Pontos. Preço: R$ 222,90, na Bacco’s. Obteve 93 Pontos de Parker.

 

Achaval Ferrer é uma  bodega jovem, nasceu em 1999 da reunião dos amigos Santiago Achaval Becú, Manuel Ferrer Minetti, Marcelo Victoria e Diego Rosso e os italianos Tiziano Siviero e o enólogo Roberto Cipresso, especialista em vinhos de pequena produção e altíssima qualidade. Cipresso se enamorou das possibilidades do terroir argentino. E queria fazer vinhos de Novo Mundo com equilíbrio e elegância. A primeira obsessão de Cipresso era encontrar um terroir.Andou 3.500 km e nada! Até receber a noticia de uma propriedade em La Consulta. Ao final da trilha topou com uma finca totalmente abandonada, mas com os bagos prontos para serem colhidos. Era a Finca Altamira com videiras de 100 anos, abandonadas, verdadeiros monumentos da vinicultura, tudo pré filoxera! Cipresso tem por mérito descobrir a verdadeira identidade argentina no vinho, segundo Victoria. A linha da Achaval – Ferrer chamada Finca (fazenda) é composta por três vinhos – Altamira, Bella Vista e Mirador – e seu objetivo é expressar as características particulares dos três terroirs que cada vinho representa, posto que os três vinhos são produzidos exatamente da mesma maneira.  Criado pelo enólogo italiano Roberto Cipresso, o Quimera é produzido com uvas de vinhedos antigos de três zonas vitivinícolas de Mendoza (Luján de Cuyo, Valle de Uco e Medrano), cujo rendimento médio é inferior a 800 g. de uva por videira, sendo necessárias duas videiras para se produzir uma única garrafa do vinho.

Achaval Ferrer Quimera 2012 – elaborado com 50% Malbec, 24% Cabernet  Franc, 16% Merlot, 8% Cabernet Sauvignon  e 2% Petit Verdot, com amadurecimento de 14 meses em barrica de carvalho francês. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi violáceo com muito brilho. Os aromas mostram frutas negras, frutas em compota, côco, chocolate  e toque floral. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos macios, bem integrados e acidez equilibrada, repetindo as sensações do olfato. Bom final frutado com o chocolate se mostrando. Avaliação: 91/100Pontos. Preço: R$ 229,90,no Evino. Obteve 90 Pontos de Parker.

 

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