SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Organizando uma Confraria

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Que tal você reunir um grupo de amigos amantes ou iniciantes do vinho e formar uma confraria? É uma boa pedida para o inicio de ano. A confraria possibilita um aprendizado intensivo sobre o mundo dos vinhos.A   troca de informações e, principalmente, a possibilidade  de degustação  de muitos e diferentes vinhos, de regiões e países diversos, comparando terroirs ,possibillitam a ampliação de conhecimentos, quase impossível de se adquirir sozinho. Mesmo porque, é bom lembrar,  o vinho é a mais sociável das bebidas!

             Organizar  uma confraria não é tão complicado, mas algumas regrinhas precisam ser observadas para o êxito do empreendimento. Elas não são rígidas e irão se flexibilizando dentro do grupo. Vamos a elas:

  •     O grupo deve ter no máximo 10 membros, para que se possa fazer uma boa degustação (a mesma garrafa deve ser servida para todos)
  •    Um dos integrantes será escolhido para coordenar o grupo (pode ser chamado de coordenador, presidente, mediador,  ditador, etc.)
  •    As reuniões poderão ser mensais, com as datas e locais definidos pelo grupo ( de preferência, tenha um dia fixo para que todos se programem -por exemplo: a última quarta-feira do mês)
  •   O horário estabelecido deve ser seguido rigidamente (quem se atrasar poderá ser multado , trazendo um vinho, que servirá de aquecimento,na próxima reunião
  •    O local escolhido deve ser bem iluminado, ventilado e ausente de odores (perfume nem pensar)
  •     Deve ser fixada uma mensalidade, obrigatória, inclusive para os faltantes (não deve haver nenhuma justificativa para a ausência, já que os vinhos serão adquiridos com o total do “dizimo”)
  •    O grupo deve utilizar uma ficha de avaliação, facilmente encontrada na Internet, em sites de confrarias.  Ela poderá, no inicio, ser adaptada e simplificada, podendo ser modificada com o passar do tempo
  •    As degustações  devem ser às cegas, com as garrafas embrulhadas em papel alumínio ou outro papel opaco, numeradas por um elemento estranho ao grupo ou por sorteio aleatório
  •    O número ideal de garrafas é 5, podendo ser servido um vinho inicial, como aquecimento (mais do que isso, o álcool poderá fazer a diferença!)
  •    A escolha dos vinhos deve obedecer a um critério estabelecido pelo grupo, que fixará o tema  (tipo de uva, região, país,etc.)
  •    O responsável indicado para a aquisição dos vinhos (pode ser um membro em cada reunião ou o coordenador, para todas as reuniões)deverá pesquisar informações sobre os mesmos (detalhar região, tipicidade da cepa, informar sobre a vinícola,sobre avaliações de especialistas, etc.)
  •   As opiniões individuais devem ser sempre respeitadas, evitando-se polêmicas que não ajudam a enriquecer o “cabedal enofílico (sic!)”
  • Ao final, para se efetuar a média de avaliação do grupo, devem ser excluídas a maior e a menor nota

Mãos à obra e um 2014 com muitas taças pela frente!


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