SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

O retorno da Georges Aubert

Em 1950 a Europa tentava se recuperar dos estragos causados pela IIª Guerra Mundial. Na França quatro amigos se reuniram para escolher um lugar nas Américas para se estabelecerem, Canadá, Argentina e Brasil fizeram parte da seleção prévia. Mas como além do desejo de deixar a Europa, tinham em comum o fato de terem estudado em Colégios Maristas, souberam que estava na França um Irmão Marista do Brasil, e com ele foram falar. Esse Irmão era José Otão natural de Garibaldi e convenceu-os de que essa era a terra que melhor se adaptava ao que eles queriam, pois possuía parreirais de uvas finas e já tinha tradição em champanhe. Os quatro amigos eram Monseiur Jean Gauthier, Georges Aubert, Gilbert Trouiller e Georges Rosier. Em outubro de 1950 chegaram ao Brasil para os primeiros contatos com suas famílias Gilbert Trouiller e Goerges Aubert, sendo recebidos em Santos pelos Irmãos Maristas, pois Ir. José Otão tinha preparado tudo para acolhê-los e encaminhá-los a Garibaldi ajudando inclusive na instalação da cantina. Em janeiro de 1951 chegavam as famílias Rosier e Gauthier e a eles vieram juntar-se mais tarde as famílias Heraud e Chauvin. Desde sua fundação, Champagne Georges Aubert dedica-se à elaboração de champanhe de alta qualidade. O champanhe aqui produzido era pelo método “champenoise”, ou seja, gaseificação na própria garrafa; Champagne Aubert introduziu o método de fermentação ainda natural mas em autoclave (charmat). O trabalho de Georges Aubert e seus sócios abriu as portas para que outras empresas começassem a produzir espumantes, uma vez que o método Charmat encurta e barateia processos, apesar do grande investimento necessário em maquinário. Assim, empresas como as cooperativas Garibaldi e Aurora entraram no mercado com marcas próprias, como a Precioso e a Conde de Foucauld, respectivamente, durante a década de 1960. A Georges Aubert chegou a dominar 60% do mercado brasileiro de espumantes. Depois de passar por altos e baixos, teve duas trocas de controladores, uma concordata e, por fim, quebrou. A neta do fundador manteve o controle até 1998.

Hoje o comando da Georges Aubert é da empresa CRS Brands, uma das maiores indústrias de bebidas da América Latina (detentora das marcas Chuva de Prata, dos vinhos Dom Bosco e Massimiliano, Sidra Cereser, do vermouth Cortezano, das vodkas Kadov e Roskoff, aguardente 88, aperitivo com malte whisky Chanceler), que resgatou o sabor inesquecível e sofisticado do clássico do espumante nacional. Foram lançados no mercado quatro opções de rótulos: Georges Aubert Brut Rosé , Georges Aubert Brut , Georges Aubert Demi Sec e Georges Aubert Moscatel

 

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