SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Falando de Icewine

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Icewine é um vinho raro sobremesa produzida a partir do sumo de uvas naturalmente congelados que foram escolhidos no meio de um inverno canadense frio.

Aos 43 graus, a Península de Niagara está  dentro da mesma faixa latitudinal do sul da França , La Rioja , na Espanha, Chianti Classico , na Itália e Oregon. A Península de Niagara é o único lugar no mundo onde a cada ano os verões são tão quente que podemos crescer uvas para vinho fino , mas os invernos são frios o suficiente para fazer Icewine (mas nunca tão frio que as videiras não sobrevivem . )

A adega Inniskillin, Ontário, foi quem primeiro lançou o ice wine no Canadá, de forma comercial, em 1984.

A partir daí, o vinho do gelo  ganhou popularidade entre consumidores e críticos de vinho canadianos, o que estimulou muitos vitivinicultores a começar a produção, aproveitando as caracxterísticas climáticas da região. No Ontário, a Península de Niagara tem constantemente temperaturas de congelação no Inverno, pelo que se tornou na maior produtora de ice wine no mundo e, em termos de adegas, a Pillitteri Estates surgiu na década de 2000 como o maior produtor mundial de ice wine.

Em termos internacionais, o grande lançamento do icewine canadense  ocorreu  em 1991, quando o Vidal de 1989 da Inniskillin ganhou o “Grand Prix d’Honneur”, na Vinexpo. Curiosamente este vinho foi ‘importado’ ilegalmente para a União Europeia pois só depois de 2001 foi permitida a entrada do ice wine do Canadá na região, uma vez que não cumpria as práticas “tradicionais” de vinificação.

Devido ao baixo rendimento o ‘vinho do gelo’ é comercializado principalmente em meias garrafas (375ml) ou mesmo mais pequenas (200ml), com o seu preço médio  em torno de 50 dólares canadenses, chegando a valores bem altos. Em novembro de 2006, a Royal DeMaria lançou cinco caixas de icewine Chardonnay com o preço da meia garrafa, fixado em 30 mil dólares canadenses, tornando-se o vinho mais caro do mundo. De acordo com o site da Royal DeMaria, o preço está agora em 250 mil dólares canadenses e, como já só há 18 garrafas, há a espectativa que chegue aos 500 mil dólares canadenses.

Realmente, para pouquíssimos!


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