SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Degustação festiva da Confraria do Vinho de São José do Rio Preto

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Vamos aos vinhos degustados na reunião comemorativa dos 14 anos da Confraria do Vinho de São José do Rio Preto.

Domaine Paul Blanck,na Alsácia,  iniciou sua história no século 17 e hoje é de propriedade  de Philippe & Frédéric Blanck. A adega é conhecida por produzir vinhos que são “equilibrado, terroir-expressivo e versátil”. No total, o domaine cultiva cerca de 35 ha de vinha: 1/3 em Grand Cru, 1/3 em lieux-dits e 1/3 na Plaine d’Alsace. Paul Blanck tem terra em vários Grands Crus (em ordem de importância): Fürstentum, Schlossberg, Wineck-Schlossberg, Mambourg e Sommerberg.

Domaine Paul Blanck Riesling Grand Cru Schlossberg 2009 – elaborado com 100% de Riesling, amadurecido sobre as suas borras em grandes barris de carvalho durante 12 meses. O vinho é engarrafado e envelhecido por 2 a 3 anos adicionais antes de ser colocado à venda. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um amarelo claro, com reflexos verdeais. Os aromas mostram frutas cítricas, abacaxi, especiarias exóticas, toque floral e algo mineral. Na boca apresenta boa cremosidade, repetindo as sensações do olfato, com acidez equilibrada e leve adocicado. Longo final com o toque mineral se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos.

 

Domaine Servin tem  longa tradição em Chablis. Os primeiros vestígios da família Servin Chablis  é de 1654, com mais de sete gerações de viticultores, trabalhadores e  tanoeiros sempre dedicado a videiras.  Hoje, o Domaine é reconhecido como uma das maiores área proprietário-produtor  em Chablis, com um vinhedo de 35 hectares nas mais famosas vinhas, produzindo toda a gama de denominações de Chablis, aproveitando seus microclimas específicos que produzem um dos melhores Chardonnay no mundo. Desde 1998, a propriedade é gerida por Francois Servin, um acérrimo defensor da capacidade de envelhecimento de Chablis

Domaine Servin Chablis Premier Cru 2011 – elaborado com 100% de Chardonnay. Teor Alcoólico de 12,5%. A coloração é de um amarelo com reflexos dourados. Os aromas mostram  frutas brancas e tropicais notas minerais, herbáceas e florais. Na boca é frutado, estruturado, fresco, equilibrado, com notas de frutas amarelas. Longo final frutado com mineral se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos.

 

Feudo Maccari localizada à esquerda da península do Peloponeso e à direita do que um dia foi Cartago,  abrange cerca de 1.000 sepulturas, (antiga unidade de medida da ilha da Sicília para o monte que 1 é igual a 1.744 metros quadrados), dos quais cerca de 450 na vinha, divididos em três corpos acariciadas pela brisa do mar. A aventura de Moretti começou em 2000, com as primeiras compras. O ponto mais alto da empresa é um terraço sobre o mar Jónico  e no distrito Gerbi Timponazzo.

Feudo Maccari Saia Nero d’Avola 2011 – elaborado com 100% de Nero d’Avola, com amadurecimento em carvalho (tempo não indicado) e 6 meses na garrafa antes da comercialização. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um grená intenso e brilhante. Os aromas mostram cereja, ameixa, geleia de framboesa, tabaco, especiarias, café,couro e notas de chocolate. Na boca apresenta um bom volume com taninos potentes, bem integrados em equilíbrio com a acidez. Longo final, com frutado e café se mostrando. Avaliação: 93/100 Pontos.

 

As primeiras referências conhecidas da Quinta do Crasto datam de 1615, tendo sido posteriormente incluída na primeira Feitoria, juntamente com as Quintas mais importantes do Douro. Um marco pombalino datado de 1758 pode ser visto na Quinta. Logo no início do século XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da casa de vinhos Constantino. Em 1923, após a morte de Constantino de Almeida, foi o seu filho Fernando de Almeida que se manteve à frente da gestão da Quinta dando continuidade à produção de Vinho do Porto da mais alta qualidade. Em 1981, Leonor Roquette (filha de Fernando de Almeida) e o seu marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e a gestão da propriedade e, com a ajuda dos seus filhos Miguel e Tomás, deram início ao processo de remodelação e extensão das vinhas, bem como ao projeto de produção de vinhos Douro DOC pelos quais a Quinta do Crasto é hoje amplamente conhecida.

Quinta do Crasto Superior 2912 – elaborado com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão e Vinhas Velhas (vinhas antigas com um número elevado de castas diferentes – cerca de 30), provenientes da Quinta da Cabreira, localizada junto a Castelo Melhor. Envelhecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês (70%) e americano(30%). Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi intenso com tons violeta. Os aromas mostram frutos silvestres, cacau e notas de especiarias. Na boca apresenta um bom corpo, equilibrado, com taninos firmes, maduros e bem integrados. Possui excelente complexidade. Longo final com frutado ecacau se mostrando. Avaliação: 90/100 Pontos.

 

Gérard Jacumin iniciou o terceiro capítulo de sua vida trabalhando fora do negócio dos vinhos até 1989. Seu pai, Pierre Jacumin possuía um pequeno domínio e fez o seu vinho Cuvée de Boisdauphin em caves ao sul da Capela de Saint Pierre. Em 1989, Pierre Jacumin queria se aposentar. Ele então sugeriu que o filho Gérard e sua esposa, que tinham algumas vinhas herdadas de sua família, e seu genro Marc Cellier fizessem uma nova sociedade baseada nos vinhedos das três famílias.Isso permitiu a criação de Domaine Saint Benoit. Esta cooperação existiu até 2007, quando os três filhos de Marc Cellier criaram Domaine le Cellier que são base para as vinhas da família Cellier e Jacumin Gerard, que fundaram Domaine L’Or de Line baseada no vinhedo da família Jacumin e Courtil. L’Or de Line abrange 9 hectares, através do qual 1,6 hectares, é de variedades de uvas brancas. Os vinhos são feitos nas antigas caves de Pierre Jacumin que também eram usadas para fazer vinhos de Saint Benoit.

Gerard Jacumin Chateauneuf du Pape Osmose 2010 – elaborado com : 40% Grenache  e  60% Syrah, Mourvedre, Cinsault, Clairette, Bourboulenc, Roussanne, Counoise, Muscardin, Picpoul, Picardan, Vaccarese e Terret, com amadurecimento de 12 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um rubi com reflexos evoluídos. Os aromas mostram frutas vermelhas e negras, especiarias (pimenta preta, pimenta verde, cravo, noz-moscada, alecrim) e notas balsâmicas. Na boca apresenta um bom corpo, taninos elegantes e bom equilíbrio. Longo final frutado e balsâmico. Avaliação: 90/100 Pontos.

 

Os vinhedos de Bouchard Père & Fils abrangem 130 hectares, dos quais 86 Grand Cru e Premier Cru. Situado no coração da Côte d’Or, os vinhedos de Bouchard são notáveis não só pela sua dimensão, mas sobretudo pela qualidade da sua localização. Fundada em 1731 em Beaune por Michel Bouchard, Bouchard Pére & Fils é uma das mais antigas propriedades na Borgonha, com quase 300 anos e administrada por 9 gerações. A empresa  foi comprada pela Champanheria Joseph Henriot em 1995, anunciando uma mudança de qualidade e reputação sob a direção do excelente Bernard Hervet. A Bouchard recebeu forte investimento da Henriot. Após gerenciar algumas das melhores vinícolas do mundo, a empresa construiu uma vinícola por fluxo de gravidade perto de Savigny.

Bouchard Côte de Beaune Villages 2011 – elaborado com 100% de Pinot Noir, com amadurecimento de  dez a dezoito meses em barrica de carvalho.  Teor Alcoólico de 12,5%. A coloração é de um cereja forte e muito brilhante. Os aromas mostram cereja e ameixa,  um toque de acidez volátil e leve tostado.  Na boca apresenta corpo médio, taninos de boa qualidade, acidez equilibrada e leve adocicado. Bom final com leve frutado. Avaliação: 88/100 Pontos.

 

Engenheiro civil de formação, Domingos Alves de Sousa foi um dos pioneiros na produção de vinhos do Douro de qualidade, juntamente com a Ramos Pinto, a Quinta do Côtto e mais uns poucos. Antes, a oferta resumia-se praticamente ao Barca Velha e a um ou outro vinho de cooperativa. O primeiro tinto da Quinta da Gaivosa, desenhado por Anselmo Mendes com o apoio de Jorge Dias foi produzido em 1992. Até aí, a produção era toda vendida para vinho do Porto. O ano de afirmação do projeto deu-se três anos depois, com o lançamento do Quinta da Gaivosa 1995, um dos melhores vinhos daquela década. Desde então, Domingos Alves de Sousa foi comprando quintas e lançando novos vinhos. Hoje, explora uma área de 130 hectares, distribuídos por seis quintas, e comercializa cerca de duas dezenas de referências de vinhos, exportando 75% da produção para 28 países.

 

Quinta da Gaivosa 2008 – elaborado com Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinto Cão, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Sousão, Tinta Amarela, Tinta Francisca, Rufete e mais outras dezenas de castas, com amadurecimento de 15 meses em barricas de carvalho francês, 50% novas e 50% de 2ª passagem. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi intenso, com muito brilho. Os aromas mostram morango, ameixa, amora, mírtilo, toques florais, especiarias finas, tabaco e algo de balsâmico. Na boca apresenta bom corpo, com taninos bem integrados e acidez pontual. Leve adstringência e toque mineral. Longo final com frutado e toque floral e leve madeira. Avaliação: 92/100 Pontos.

 

Disznókő  foi fundada em 1732. É um dos pioneiros no renascimento dos grandes vinhos de Tokaj. Disznókő é caracterizado por  vinhos de fruto muito puro e perfeito equilíbrio entre a frescura e a concentração de Botrytis.

Disznókő Tokaji 2014 – elaborado com 100% de Furmint, pelo precesso Late Harvest. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um ao amarelo dourado brilhante. Os aromas mostram flores selvagens e frutas frescas (pêssego, ameixa, frutas cítricas) e mel. Na boca as sensações do olfato se intensificam num toque aveludado, com boa vivacidade e um longo final onde o mel se destaca. Avaliação: 91/100 Pontos.

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