SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Castas (D,E e F)

 

Damaschino

Damaschino é uva branca rara, originada da Síria. Somente é cultivada na Sicília, produzindo vinhos suaves e até complexos.

Dindarella

Dindarella é uma espécie de uva vermelha, da qual se originam vinhos tintos escuros e aromáticos. Serve à produção do Valpolicella. Fora de Veneza, essa espécie não tem significado importante. Também é chamada Pelara, Pellada e Quajara.

Dolcetto

Dolcetto é a uva tinta conhecida como “docinha”, pois contém alto teor de açúcar e baixo teor de ácidos. No Piemente, a Dolcetto é a uva vermelha mais comum, logo atrás da Barbera. Ela amadurece mais rapidamente que a Barbera ou a Nebbiolo e se adapta a regiões menos favorecidas. Fornece elementos para vinhos ricos em tanino e em aroma de frutas, de cor vermelho rubi. Pode desenvolver um leve tom amargo, algumas vezes um toque de amêndoas. Preferencialmente, deve ser consumido jovem. Foi comprovado que a rara espécie Douce Noire, cultivada em Savoya, é idêntica ao Dolcetto. No Piemonte, existem ao menos 7 variedades de Dolcetto. Além da Itália e França, o Dolcetto também é produzido na América do Norte e na América doSul.

Dornfelder

Dornfelder é uma espécie de uva tinta que fornece consistência, cor escura e tanino ao vinho, mesmo se cultivada em regiões frias. O buquê é de frutas, ressaltando a cereja azeda. Essa uva possui boas condições de armazenagem e é excelende para a barrica. Serve cada vez mais para a produção de espumantes. Também é utilizado para atribuir cor ao vinho. É a espécie alemã que foi elaborada com maior sucesso. Foi criada em 1955, resultando do cruzamento da Helfersteiner com a  Herold. Seu nome foi atribuído ao criador, Immanuel Dornfeld, criador da Escola do Vinho, no século XIX. Devido à intensidade, serve também para dar cor ao vinho.

Durella

A uva branca Durella é produzida na Veneza italiana, na região de Trentino-Tirol do Sul. Os vinhos amarelo-palha, fortes e ácidos servem à produção de espumantes.

Excelsior

Excelsior é espécie de uva branca muito apreciada como uva de mesa, em razão de seu aroma forte. É muito resistente aos fungos e geadas, servindo à produção de vinhos biológicos, tabém em climas úmidos.

Falanghina

A uva branca Falanghina é produzida principalmente em Nápoli, servindo à produção dos vinhos Costa d’Amalfi, Taburno, Falerno del Massico Campi, Flegrei e Capri. Acredita-se que tenha origem na espécie Aminea, da qual os romanos produziam as  Falernas. Daí que seus sinônimos são Uva Falerna, Falernina e Falerno Veronese.

Frappato

Frappato é uma espécie de uva vermelha, que praticamente só é cultivada na Sicília. Está presente  no Cerasuolo di Vittoria DOC. Também é chamada de Frappato di Vittoria. Resulta em vinho leve e claro e, se misturada à espécie Nero d’Avola, atribui frescura e aroma de frutas.

Freisa

Freisa é uma espécie de uva vermelha que é cultivada em 20 Km2 no Piemont e raramente em outras regiões, como Tessin e Argentina. Já em 1799 a Freisa foi registrada em Piemonte, como um dos vinhos preferidos  do rei Victor Emmanuel II. Produz vinhos tintos de cor vermelho púrpura, claro, com acidez e alto teor de tanino. Seu buquê é aromático com um toque de framboesa. Se cultivada em clima seco, essa uva dá origem a vinhos com sabor salgado, por isso esse sabor é neutralizado pelo tanino e acúcar.

Fonte: Adega 24

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