SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

Castas (B)

 

Baco Noir

A espécie de uva vermelha Baco Noir foi criada em 1902 através da mistura entre as espécies Folle Blanche e Vitis riparia. O nome foi inspirado em seu criador François Baco. No seu auge, o Baco Noir ocupava uma área de 110 km², quase toda em Burgund. Após a proibição da utilização de híbridos advinda dos Estados Unidos, o Baco Noir quase desapareceu da Europa, mas ainda pode ser encontrada nos EUA e Canadá. Há pouco, vem sendo utilizada pelos produtores de vinho orgânico, na Suíça e Alemanha, que preferem espécies de uva mais resistentes aos fungos. O vinho tinto produzido à base de Baco Noir é muito rico e interessante.

Barbarossa

A uva vermelha Barbarossa é plantada especialmente na Emilia-Romagna, Itália. Também é conhecida como Barbarossa di Piemonte, Greca Rossa, Barbarossa di Bertinoro e Rousselet. A antiga espécie francesa   Barbaroux é idêntica à Barbarossa. A denominação Barbarossa Precoce é, no entanto, sinônimo da Chasselas Rosé. Os vinhos são aromáticos e possuem alto potencial de envelhecimento. Esta espécie não mais possui grande significado.

Barbera

A uva Barbera passou da produção em massa para o nível dos vinhos nobres. Plantada em regiões apropriadas, em montanhas, quando fortemente podada, dá origem a vinho de primeira qualidade, alto teor de álcool e muito aroma de frutas. O Barbera del Monferrato, desde 1970 um vinho de origem, era, no passado, rústico e suavemente ácido. Hoje o vinho é de um vermelho intensivo, vivo e bonito e amplo buquê.A uva Barbera é a espécie mais plantada no Piemonte, com mais de 50% da área de vinhedos da região. Acredita-se que langobardos introduziram a Barbera no século VII. No século XVIII, na região de Montferrat, esta espécie estava tão disseminada que Giuseppe Gallesio, o maior estudioso de vinhas da Itália, catalogou a Barbera como vitis vinifera Montisferratensis, afirmando que a Barbera está presente em quase todo os jardins de Montferrat. Segundo ele, o vinho resultante é “suave, corajoso e espirituoso, com vida” e, se armazenado com cuidado, fica ainda melhor com o passar do tempo.Em função de sua robustez e resistência, a uva Barbera existe em toda a Itália. Também as regiões vizinhas Asto e Alba  plantam a Barbera há longa data. Há uma competição acirrada entre os produtores para saber quem faz o melhor vinho de Barbera.

Bianca

A uva branca Bianca surgiu do cruzamento entre a Villard blanc e a Bouvier na Hungria em 1978. A Bianca amadurece tarde e por isso, só serve a locais apropriados. Resiste bem aos insetos. Os vinhos obtidos a partir dessa uva têm buquê semelhante ao Chasselas, no paladar, e se maduros, ao Pinot Blanc. Serve bem como uva de mesa.

Blauburgunder

Blauburgunder é chamado de uva vermelha do Pinot Noir na  Suíça e na Áustria. O Blauburgunder existe desde o século XIV, quando fez o caminho da Côte d’Or em Burgund para a Alemanha.
Na sua terra, em Burgund, até o século XIX, o Blauburgunder não foi muito apreciado. Ele era mais utilizado para a produção de rosé. No Loire e na Elsácia, o Blauburgunder é chamado Oeil de perdrix.

Blaufränkisch

A uva vermelha Blaufränkisch origina vinhos fortes, vermelho rubi até escuro beirando o violeta. Seu buquê é aromático, especialmente em frutas vermelhas e cerejas. Com o caráter forte, o Blaufränkisch combina com carnes de caça.
A capacidade de armazenagem é excente. A maior produtora de Blaufränkisch é a Áustria, onde o plantio tem lugar desde o século X e hoje ocupa 5% da área total dos vinhedos. Ao lado do Zweigelt, o Blaufränkisch está entre os mais interessantes e melhores vinhos tintos. Também está presente nos Estados Unidos, no entanto, essa uva é lá denominada Lemberger. Um dos primeiros apreciadores do Blaufränkisch foi Karl o Grande, já no século VIII. A uva Gamay, da região do Beaujolais, parece ser da mesma família do Blaufränkisch, pois ambos advém provavelmente de uma mesma casta. Na  Bulgária, é conhecido por Gamé.

Bobal

A uva vermelha Bobal ocupa uma área de cerca de 1.000 km² na Espanha. Dessa uva, são produzidos vinhos tintos pouco alcoólicos e escuros, ideiais para o Monastrell.  Também é produzida grande quantidade de suco de uva concentrado de Bobal. Não é pacífico que a uva Bobal Blanco seja da mesma família da Bobal tinta.

Bogdanusa

A uva branca Bogdanusa existe quase que exclusivamente na ilha croata Hvar. Dela é produzido o vinho Bogdanusa, que é um vinho seco, amarelo-dourado de qualidade. Apesar de ter somente 13% de álcool, seu gosto é semelhante ao Sherry.

Bourboulenc

A uva branca Bourboulenc é muito antiga, originária, provavelmente, da Grécia. Bourboulenc cresce principalmente no sul da França, há séculos. Depende de clima apropriado e amadurece tarde. Serve ao corte (mistura) em Languedoc, no vale do Rhône e na região de Provence, trazendo a frescura e a acidez para o vinho, inclusice para o Châteauneuf-du-Pape. O Minervois contém mais de 50% de Bourboulenc na mistura coom a Maccabéo. No Corbières Blanc é a uva Grenache Blanc, que recebe o frescor da Bourboulenc.

Bouvier

A uva branca Bouvier amadurece cedo, é resistente à geada e serve ao plantio na região norte do planeta. A Bouvier produz um vinho suave, amarelo-dourado com um toque que noz-moscada. Hoje cresce na Áustria e é utilizada para a produção do Sturm, um mosto já, em parte, com álcool. Também serve à uva de mesa. Clotar Bouvier, um banqueiro austríaco, descobriu essa uva no ano de 1900. De acordo com a análise de DNA, essa espécie é o resultado de um cruzamento natural da família Pinot com uma espécie desconhecida.

Bovale

A uva vermelha Bovale cresce especialmente em Sardinha, podendo existir em duas variantes: a Bovale Grande (cerfificado de origem do  Del Molise Tintilia, DOC). O Mandrolisai (DOC) e o Campidano di Terralba (DOC) são produzidos a partir da variante  Bovale Sardo. O Bovale pode ser da mesma família do espanhol Bobal, mas não há provas suficientes.

Brachetto

Brachetto é uma espécie de uva vermelha, da qual são produzidos vinhos de caráter, levemente perolados e ricos em álcool. Tanto a cor quanto o aroma lembram o morango. É utilizada para a produção de espumante, como o Brachetto d’Acqui DOCG ou para a produção de Grappa.

Brunello

Brunello (foto) é uma espécie selecionada da uva italiana Sangiovese. A seleção dessa uva foi inicada por Clemente Santi no ano de 1870, na vinícola Il Greppo na região de Montepulciano na Toskana. Ele concentrou a seleção em vinhas com uvas mais compactas. 1888 foi produzido o primeiro Brunello, um nome que já era utilizado para uma outra uva no século XIV. O Brunello permaneceu quase um século sob o domínio de uma mesma família: a Biondi. Hoje há cerca de 100 produtores de Brunello. No entanto, o vinho Brunello di Montalcino (DOCG) continua a ser um dos melhores e mais caros da Itália. A uva Brunello é amarronzada, pequena e de casca grossa. O vinho originado dessa uva é mais espesso e forte do que o Sangiovese.

Fonte: Adega 24

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