SOBRE
Osvaldir Castro
Biólogo e Winemaker, ministrando cursos e palestras sobre Vinho (como hobby) e participando de várias confrarias onde, com os amigos, compartilha e troca informações referentes ao tema. Lema: como bom enófilo, Diante de decisões, tomo o vinho.

A degustação festiva da Confraria do Vinho de São José do Rio Preto

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A Confraria do Vinho de São José do Rio Preto realizou, na noite de ontem, a sua reunião do mês de  julho, tendo por local  o Restaurante do Clube Harmonia. Presentes:  Lorga, Horácio, André, Edilberto, Edilberto Filho,  Osvalldir, Renato, Tognola e Tognola Filho.  Uma seleção especial de vinhos montada pelos confrades, duas garrafas do mesmo vinho, adquiridas por pares de confrades. A noitada foi harmonizada com um jantar preparado pelo Zezão, do Restaurante Farol: bolinhos de bacalhau, polvo a alioli e bacalhau ao forno. Tudo perfeito. Vamos aos vinhos:

O nome Domaine Laroche é praticamente sinônimo de Chablis. Com uma história que remonta a 1850, quando Victor Laroche comprou sua primeira parcela de terra em Chablis, a família Laroche dedica-se a produzir vinhos de alta qualidade da região há cinco gerações. Michel Laroche, o bisneto de Victor, ingressou no negócio da família em 1967 e hoje permanece no comando. Sob a sua gestão, Laroche tornou-se um dos produtores mais respeitados em Chablis e é um dos seus maiores proprietários de vinhas da Grand Cru. Domaine Laroche possui 90 hectares de videiras, incluindo 21 hectares de Premier Cru e seis hectares de Grand Cru. Além de seus próprios vinhedos, o domaine desenvolveu parcerias de compra de longa data com 40 pequenos produtores.

Les Chanoines Chablis 2017  - elaborado com 100% Chardonnay, com amadurecimento durante 6 meses em contato com as borras em tanques de aço inoxidável. A coloração é de um amarelo palha com nuances dourados. Os aromas mostram limão siciliano, frutas brancas frescas (pera, lichia), notas minerais e toques florais. Na boca apresenta um bom equilíbrio, com acidez presente, repetindo as sensações do olfato, com um toque mineral. Agradável final com o floral se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$ 298,00, na World  Wine. Vinho de Tognola e Osvaldir

 

A história da família Chapoutier remonta ao início do século XIX, quando o bisavô do atual proprietário, Michel Chapoutier Marius, comprou a propriedade e algumas vinhas na famosa aldeia de Tain l’Hermitage, no norte do Vale do Rhône. Marius Chapotier fez história na região, quando se tornou o primeiro produtor que vinificava seu próprio fruto. Marius tinha provado outros vinhos de outros produtores elaborados com as suas uvas e percebeu que algo estava “perdido” na tradução, ele sabia que possuía alguns dos melhores vinhedos da região e acreditada que as uvas lá cultivadas poderiam produzir vinhos de classe mundial e com excelente capacidade de envelhecimento. Michel Chapoutier costuma receber notas altíssimas da imprensa especializada, acumulando a inacreditável marca de 31 notas 100 de Robert Parker. Nada menos do que 73 vinhos Chapoutier pontuaram com 95 pontos ou mais na Wine Spectator – um resultado superior ao de todos os outros produtores da maioria das regiões produtoras de vinho do mundo.

M. Chapoutier Les Meysonaiere Crozes Hermitage 2015 – elaborado com 100% Syrah, vinhedos de 25 anos de idade localizados na area de Crozes-Hermitage. Maturado em tanque de cimento e pequena parte estagiou em toneis demi-muids até o engarrafamento. A coloração é de um roxo escuro com uma tonalidade púrpura escura. Os aromas mostram cereja, mirtilo, alcaçuz e algo de couro.  Na boca apresenta bom corpo, taninos firmes e acidez equilibrada, repetindo as sensações do olfato. Longo final com alcaçuz se mostrando. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$ 299,96, na Mistral. Vinho de Tadei e Tognola Filho

 

Fundada em 2008, a Ixsir produz anualmente 300.000 garrafas de vinhos e tem plantadas as uvas Cabernet Sauvignon, Syrah, Tempranillo e Caladoc, entre as tintas e Viognier, Muscat, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Sémillon, entre as brancas. Criada por um grupo de amigos que partilhava o desejo de produzir os melhores vinhos do Líbano, a vinícola foi construída nas montanhas do país, onde as uvas são expostas a condições extremas: amadurecem sob dias de sol quente e noites frescas. Hubert de Boüard, do prestigiado Château Angélus, é o enólogo consultor e foi ele quem selecionou os melhores terroirs de todo o Líbano para cultivar as uvas da AL-IXSIR, e é ele quem acompanha todo o processo desde a primeira poda de inverno até a hora do engarrafamento. Al-IXSIR, do árabe, significa Elixir ou “a forma mais pura de todas as substâncias, uma espécie de poção secreta que conceda juventude eterna e amor” de acordo com os seus fundadores. E é essa experiência que eles pretendem passar a cada rótulo, sem poupar esforços para tal.

IxSir Grande Reserve Red  2012 – elaborado com  61% Syrah e 39% Cabernet Sauvignon, vinhedos de Batroun, no Vale Bekaa, com envelhecimento de 12 meses em barril de carvalho francês, sendo 60% novos e 40% de segundo uso. A coloração é de um profundo rubi e brilhante. Os aromas mostram cassis, ameixa preta em compota, tomilho, noz moscada e notas minerais. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos carnudos e uma boa acidez,  repetindo as sensações do olfato. Longo final com o mineral se mostrando. Avaliação: 90/100. Preço: R$ 209,93, na Grand Cru. Vinho de Renato e Horácio

O Château Monbrison  está localizado na denominação Margaux , no Medoc , perto de Bordeaux . Está listado desde 1855 como o 5º Grand Cru Classé de Margaux. Desde os anos 40, é a família Vonderheyden que é dona do castelo. Bastante famoso desde 1980, teve um crescimento espetacular nos últimos 20 anos nas mãos de Jean-Luc Vonderheyden, que decidiu apostar em métodos clássicos de produção. O Château Monbrison se estende por 15 hectares de um único mantenedor. O atual proprietário Laurent Vonderheyden utiliza de métodos tradicionais para a produção de seus vinhos. A vinha tem uma área de 13 hectares e é composta principalmente por Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (20%), Cabernet Franc (15%) e Petit Verdot (5%).

Bouquet de Monbrison Margaux 2012 – elaborado com 50% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot, 15% Cabernet Franc, 5% Petit Verdot, com amadurecimento de 14 A 20 Meses Em Barricas De Carvalho De 225 Litros, 40% Novas. Clarificação com claras de ovo. Não filtrado. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas, tabaco, madeira aromática e grafite. Na boca tem um bom corpo,  os taninos estão firmes , acidez pontual repetindo  e potencializando as sensações do olfato. Longo final com madeira se mostrando. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 299,00, na ChezFrance. Vinho de Edilberto e Edilberto Filho

Meurgey – Croses Pouilly Fuisse 2015 – elaborado com 100% Chardonnay, vinhas de mais de 45 ano das comunas de Pouilly e Solutré,  com fermentação em barricas novas de carvalho francês e amadurecimento de  9 meses, 80% em inox, 20% em barricas novas de carvalho francês. A coloração é de um amarelo intenso, brilhante. Os aromas mostram frutas brancas maduras, toques florais e de especiarias doces, algo de amanteigados e de cascas de frutos secos.  Na boca apresenta textura rica e untuosa, com toque mineral e cítrico, que se mantem no longo final. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 326,40, na Decanter. Vinho de Lorga e André.

A próxima degustação será no dia 28 de agosto, com o Tognola comandando a seleção.

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